"Quatro forças partidárias assinaram três documentos de diferente alcance, com vista a uma solução governativa alternativa, que são omissos em relação a alguns pontos essenciais à estabilidade politica e durabilidade do governo, suscitando questões que não foram totalmente dissipadas."




"O Governo que hoje toma posse foi formado na sequência da crise política aberta pela rejeição do programa do XX Governo Constitucional. Ao primeiro-ministro cessante que governou o país durante mais de quatro anos expresso agradecimento pelos serviços prestados ao país em circunstâncias muito difíceis."


"É uma situação inédita na historia da nossa democracia. Suportada por uma maioria parlamentar que se comprometeu a não inviabilizar o Governo. Cabe a essas forças políticas a responsabilidade deste governo, que hoje é empossado."


"Não abdicando de nenhum dos poderes que a Constituição atribui ao Presidente da República - e recordo que desses poderes só o de dissolução parlamentar se encontra cerceado - e com a legitimidade própria que advém de ter sido eleito por sufrágio universal e direto dos Portugueses, tudo farei para que o País não se afaste da atual trajetória de crescimento económico e criação de emprego e preserve a credibilidade externa."


Há "um novo ciclo politico, mas os objetivos estratégicos do país permanecem. Devemos consolidar a trajetória de crescimento económico e a credibilidade externa. Nesse sentido exige-se ao governo que agora toma posse que respeita as regras europeias de disciplina orçamental".




Sofia Santana