O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira considerou esta segunda-feira que Alberto João Jardim não quis atingir a «honorabilidade e respeito» do parlamento regional ao classificar os deputados madeirenses da oposição de «bando de loucos».

«Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa», afirmou sábado o presidente do Governo Regional, referindo-se a deputados da oposição como «o fascista do PND, o padre Egdar (do PCP)» e «aqueles tipos do PS».

Jardim falava sábado, no Aeroporto da Madeira, à chegada de uma deslocação a Palma de Maiorca, comentando o facto do programa da visita oficial que o Presidente da República, Cavaco Silva, inicia hoje ao arquipélago à Madeira não incluir uma sessão solene no Parlamento, o que já mereceu críticas da oposição.

Sem ofensas

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Mendonça, salientou não ser «responsável pelos deputados, nem ter delegação dos que se sentem ofendidos para defendê-los».

«Os senhores deputados são maiores e vacinados, querendo podem defender-se a si próprios», adiantou.

Miguel Mendonça destacou que «nunca ninguém ouviu em toda a sua vida política, nem ouvirá comentar declarações de companheiros do partido».

«Nunca o fiz, nem vou fazer agora», frisou.

Sustenta que «Alberto João Jardim entendeu fazer aquelas declarações e certamente assume a responsabilidade por elas».

Miguel Mendonça realça que as afirmações do presidente do governo madeirense foram «dirigidas a pessoas, não quis atingir a honorabilidade e respeito que tem pela Assembleia Legislativa da Madeira como instituição».

«Foram dirigidas a pessoas na sequência do contencioso que tem com elas», concluiu o responsável pelo parlamento madeirense.