O PS sublinhou que «há vários meses tem vindo a defender a criação de uma agenda para o crescimento e emprego», e que partilha com o Presidente da República o essencial da sua mensagem de Ano Novo.

«O essencial da mensagem de Ano Novo do Presidente da República é partilhado pelo PS. Há vários meses que o líder do Partido Socialista tem vindo a defender a criação de uma agenda para o crescimento e para o emprego. Só o Governo não compreendeu essa necessidade», afirmou à Lusa José Luís Carneiro, do secretariado nacional do PS.

«É cada vez mais notório que o governo está isolado nesta sua insensibilidade para ouvir os setores mais dinâmicos e mais ativos da sociedade portuguesa», acusou ainda o deputado socialista.

A «insensibilidade» do executivo, especificou José Luís Carneiro, diz respeito às «questões sociais», mas também se reflete na «desvalorização da concertação social».

«O país não poderá vencer as dificuldades com que está confrontado, caso não consiga um diálogo e uma concertação social que conduza os parceiros a encontrarem em conjunto soluções para uma economia mais competitiva, para um aumento da produtividade nacional e, nomeadamente, para a produção de bens transacionáveis e também para o estímulo às exportações nacionais», afirmou, citado pela Lusa.

O deputado acusou o Executivo de Pedro Passos Coelho de tardar em «apresentar medidas concretas para uma agenda de crescimento e de emprego e tem exibido uma paixão pela austeridade e uma profunda insensibilidade face as questões de apoio às micro e pequenas e médias empresas».

A mensagem do chefe de Estado, concluiu José Luís Carneiro, «é também uma mensagem ao próprio Governo, porque vem dizer que, a par do rigor orçamental, e da capacidade que o país tem que ter para honrar os compromissos internacionais, é necessário que sejamos capazes de lançar uma agenda para o crescimento e para o emprego e para a coesão social e coesão territorial».
Redação