O Provedor de Justiça, Alfredo de Sousa, afirmou esta quarta-feira, em Ponta Delgada, que ainda não foi dado pelo Presidente da República um «completo esclarecimento» sobre o caso das alegadas escutas no Palácio de Belém.

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«Não há ainda um completo esclarecimento. Se houve ou não escutas e, se houve, quem foi que as fez», afirmou Alfredo de Sousa, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César.

O Provedor de Justiça foi questionado na sequência de declarações recentes, onde defendeu a necessidade de Cavaco Silva esclarecer a questão das alegadas escutas.

«Fiz essa observação como Provedor de Justiça, com base no direito dos cidadãos a serem informados», frisou.

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Num comentário à declaração ao país feita terça-feira pelo Presidente da República, considerou que o assunto não ficou devidamente esclarecido. «Como cidadão, não me considero suficientemente esclarecido», afirmou.
Redação / SM