Adolfo Mesquita Nunes já assegurou que não se vai candidatar à liderança do CDS-PP. Foi através de uma publicação do Facebook que o centrista respondeu ao desafio lançado por António Pires de Lima.

Estarei presente na discussão sobre os desafios do CDS e sobre a necessidade de construir uma alternativa mobilizadora ao socialismo; e estarei com toda a certeza presente no Congresso do CDS, dando em liberdade conta das minhas opiniões. Mas não serei candidato à liderança do partido, em coerência aliás com uma escolha que fiz em Março deste ano, cuja fundamentação se mantém", lê-se. 

Numa entrevista ao Negócios e à Antena 1, Pires de Lima confessou que gostava de ver Adolfo Mesquita Nunes candidato à sucessão de Assunção Cristas e que o considerou um "talento desperdiçado".

Noa publicação feita no Facebook, Adolfo Mesquita Nunes abre um parêntesis para dizer que não pretendia "falar em público do CDS", antes do Conselho Nacional do partido, mas decidiu fazê-lo para que o seu silêncio não fosse interpertado como um sim ao desafio do antigo ministro da Economia do CDS.

Em março deste ano, demitiu-se da vice-presidência do partido, para assumir o cargo de administrador não-executivo da GALP.

Na altura, argumentou que  aceitação do convite significava uma opção pela carreira profissional, em detrimento da atividade política.