A ex-líder do CDS-PP Assunção Cristas não será candidata à Câmara de Lisboa nas próximas autárquicas. As dúvidas sobre se seria candidata eram muitas e, por isso mesmo, a atual vereadora quis esclarecê-las.

Fê-lo numa publicação na rede social Facebook, na qual apontou os três motivos por detrás desta decisão. Entre eles, "o discurso contraditório da direção do CDS"

Três razões essenciais pesaram na minha reflexão: a discordância da estratégia do CDS na negociação de uma coligação alargada com o Partido Social Democrata; o discurso contraditório da direção do CDS, que me considera simultaneamente responsável pela degradação do partido no último ano e uma boa candidata a Lisboa, somado ao parco interesse em falar comigo, num tempo e numa forma que fica aquém do que a cortesia institucional estima como apropriado; e os desafios profissionais que tenho pela frente", lê-se na publicação. 

Assunção Cristas disse esta escolha foi feita "em consciência", por entender que "não estão reunidas as condições de confiança necessárias" para uma candidatura, ainda que tenha o apoio das estruturas locais do partido. 

Ainda assim, acredita que "o espaço político do centro e da direita" pode 'roubar' a Câmara a Fernando Medina (PS), mas para isso é necessário "um bom programa e uma grande coligação, que junte CDS, PSD".

Penso que mais importante do que o nome que em concreto o CDS possa apresentar, é o relacionamento institucional e o cumprimento de critérios objetivos no diálogo entre os dois partidos que precisa de ser protegido e salvaguardado", escreveu.

Cláudia Évora