A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, considerou, esta quarta-feira, que o “Estado falhou” em relação ao deslizamento de terras e abatimento de uma estrada em Borba, que provocou, pelo menos, dois mortos e vários feridos na segunda-feira.

Todos os casos em que uma pessoa está numa estrada, naturalmente num país que é um país desenvolvido e que nós queremos que seja mais desenvolvido, em que há entidades que fiscalizam, que regulam e que têm obrigações nesta área e de repente a estrada desaparece, naturalmente que o Estado falhou”, defendeu Assunção Cristas.

Para a líder dos centristas, “há sempre um responsável máximo e esse é o Governo e o primeiro-ministro (António Costa)”.

Falando aos jornalistas no final de um passeio por algumas das ruas que são consideradas um “supermercado” de compra e venda de droga na região de Lisboa, Cristas fez questão de enviar as condolências “à família das vítimas e aquelas que ainda estão por ser resgatas neste momento".

A líder centrista reforçou que, perante esta tragédia, "que podia ter sido ainda pior", ouvir o primeiro-ministro, António Costa, "a dizer que vai averiguar junto de uma direção-geral, com franqueza parece muito pouco".

É inacreditável que agora estejam a perguntar a uma direção-geral (de Geologia) e que, infelizmente, a ação do Governo nestas questões, quando há algum problema, tem vindo a ser repetidamente a mesma. Ou seja, não tem nada a ver com eles, não sabiam e não são responsáveis. E naturalmente isto é lamentável", reiterou a líder do CDS.

O deslizamento de um grande volume de terra na estrada 255, que provocou "a deslocação de uma quantidade muito significativa de rochas, de blocos de mármore e de terra” para o interior de pedreiras contíguas, ocorreu às 15:45 de segunda-feira.

O acidente, de acordo com a Proteção Civil, provocou, pelo menos, dois mortos, além de haver três pessoas desaparecidas.