O CDS-PP usou esta quarta-feira o seu último discurso da legislatura no parlamento para fazer um balanço do “país do poucochinho” dos últimos quatro anos de governação do PS e insistiu na promessa da baixa de impostos.

Na reunião da comissão permanente da Assembleia da República, que substitui o plenário do parlamento, o líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães fez um “balanço” do Governo, anotando as diferenças entre “o país da maioria das esquerdas” e o “país real”.

Um decreta o fim da austeridade, o outro – o país real – sobrevive com a maior carga fiscal de sempre e o menor investimento de que há memória”, afirmou Magalhães, que volta a ser candidato a deputado por Setúbal e deixará de ser líder parlamentar dos centristas na próxima legislatura.

Numa intervenção sem pedidos de esclarecimento nem debate, o deputado centrista qualificou de “oportunidade perdida” o mandato do PS à frente do governo.

“Um mandato de crescimento económico poucochinho, exportações poucochinhas, reformas poucochinhas, redução da dívida pública poucochinha, utilização dos fundos comunitários poucochinhos”, disse.

Na sessão, o presidente da bancada do CDS enumerou, depois, as cinco prioridades do partido para as eleições legislativas de outubro, a começar pela redução dos impostos (IRC e IRS).