O líder do CDS-PP defende a demissão dos ministros da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e da Justiça, Francisca Van Dunem, na sequência das últimas polémicas.

Sobre o caso do procurador José Guerra, que motivou hoje a demissão do diretor-geral da Direção Geral da Política de Justiça, Francisco Rodrigues dos Santos criticou que a ministra não assuma a responsabilidade política.

“Estranho país este em que as chefias não assumem as responsabilidades. Houve incompetência e fraude. A responsabilidade politica é da ministra.”, disse, à saída da reunião com o Presidente da República sobre a renovação do estado de emergência.

 O líder do CDS espera que a ministra da Justiça apresente a sua demissão, para evitar uma "suspeição" sobre "a idoneidade do Governo".

 “Quando há este manto de suspeição, tem de ser clarificado. Entre o mérito e o amiguismo, a transparência e a verdade, a seriedade e a fraude, o Governo não pode ter hesitação de que lado quer estar”.

Francisco Rodrigues dos Santos enumerou outros casos passados para justificar que, com este Governo, "parece que tudo é possível e que a culpa morre sempre solteira".

O líder centrista, que também defende a demissão de Eduardo Cabrita, disse que o ministro da Administração Interna é, nesta altura, "um embaraço nacional, que tem de assumir responsabilidades e colocar o lugar à disposição".

Já o líder do PAN, André Silva, admitiu esta segunda-feira que a ministra da Justiça “está fragilizada” devido à polémica sobre as incorreções contidas no currículo do procurador europeu José Guerra, mas não pediu a demissão de Francisca van Dunem, dizendo que o processo foi "mal conduzido".

Catarina Pereira