A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, que esta sexta-feira se encontra em Fátima como peregrina, considerou que todos os políticos devem ouvir com atenção a “mensagem de acolhimento, de abertura e de amor” que o Papa Francisco tem transmitido.

“É ir ao encontro de todos, estar aberto a todos, acolher a todos e fazer por todos”, afirmou Assunção Cristas aos jornalistas à entrada da Basílica da Santíssima Trindade, lembrando que esta é uma mensagem que o Papa, que estará hoje e sábado na Cova da Iria, “tem repetido intensamente”.

A líder do CDS/PP frisou que esta é “uma interpelação constante da Igreja” em todas as dinâmicas da vida.

Todas são todas: na nossa vida familiar, na nossa vida profissional, no meu caso na vida política, ir ao encontro daqueles que estão mais longe e que mais precisam de nós”, frisou.

Assunção Cristas estará os dois dias em Fátima, com a família e amigos, num momento que considera muito importante, de “grande honra” para Portugal, uma vez que se comemoram os cem anos das “aparições”, o Papa estará no Santuário e os pastorinhos serão canonizados.

Na opinião de Assunção Cristas, “Fátima não é uma mensagem desligada daquilo que é o centro da proposta cristã e da proposta da Igreja, pelo contrário, é complementar”.

A proposta da Igreja é para todos, de todas as idades, de todas as condições, de todas as geografias, de todas as proveniências, das pessoas mais instruídas às mais humildes. Os pastorinhos são também exemplo disso, de como a mensagem foi dada a alguém muito simples, com pouca instrução, e que todos somos capazes de a perceber”, afirmou.

Questionada se o país precisa de um milagre, a líder do CDS/PP respondeu que “Portugal precisa de fé”.

“Nós precisamos de fé e precisamos de continuar a trabalhar, a persistir, a insistir. Mas aqui, hoje, o mais importante é pedirmos pela nossa fé e agradecermos por esta grande bênção que é Fátima”, acrescentou.

Assunção Cristas, que informou os jornalistas sobre a sua presença em Fátima, não se mostrou preocupada por a sua visita ao santuário poder ser considerada um ato político, contando se desloca ao local desde pequenina, em família.

“Normalmente, os meus pais evitavam as grandes enchentes, porque nós éramos cinco crianças e era difícil controlar cinco miúdos pequeninos nestes dias”, recordou, acrescentando que todos os anos também se desloca a Fátima com os filhos.

Assunção Cristas, que informou os jornalistas sobre a sua presença em Fátima, não se mostrou preocupada com o facto de a sua visita ao santuário poder ser considerada um ato político, contando que é um local a onde se desloca desde pequenina, em família.

“Temos a graça de poder viver a nossa vida. Eu acho que é algo que nos marca e como cristãos, como católicos, com a graça de termos Maria e Fátima connosco, estamos também aqui para poder acolher o papa Francisco e rezar com ele”, acrescentou.

Francisco estará em Fátima esta sexta-feira e no sábado, tornando-se o quarto papa a visitar o maior templo mariano do país. Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010) foram os outros papas que estiveram em Fátima.

O líder da Igreja Católica preside à cerimónia de canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto, no sábado. Tem ainda encontros agendados com o Presidente da República e com o primeiro-ministro, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, respetivamente.

/ AR