O presidente do CDS-PP acusou na quinta-feira o Ministro da Administração Interna (MAI), Eduardo Cabrita, de ter “um ‘toque de Midas’ invertido e exigiu que a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) seja discutida no parlamento.

Soubemos que o MAI cometeu estes lapsos e a culpa nunca foi de Eduardo Cabrita. Nas falhas do SIRESP, a culpa é do SIRESP. Nos festejos do título de campeão de futebol, a culpa é dos adeptos do Sporting Clube de Portugal. Nas golas inflamáveis que afinal ardiam, a culpa é do material. No caso do SEF, a culpa é do SEF, que tem de se extinguir. E Eduardo Cabrita mantém-se. Tem um ‘toque de Midas’ invertido, pois onde toca, dá sempre mau resultado. É gritante esta impunidade no Governo”, atirou o líder partidário.

Em discurso realizado no âmbito da apresentação de Jorge Santos como candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Loures, Francisco Rodrigues dos Santos criticou o primeiro-ministro, António Costa, por ter preferido “extinguir o SEF para cobrir a incompetência de Eduardo Cabrita, do que destituir o ministro, como se exige num estado de direito do século XXI”.

O SEF foi um bode expiatório para esconder debaixo do tapete a manifesta incapacidade do ministro em lidar com instituições sob a sua tutela. Perante aquele incidente [a morte do ucraniano Ihor Homeniuk], o MAI tinha de apurar atempadamente as falhas que aconteceram no serviço, criar mecanismos para que não voltasse a acontecer e garantir uma polícia que combata o terrorismo. O CDS exige que a extinção do SEF seja discutida no parlamento”, pediu.

Francisco Rodrigues dos Santos deixou igualmente duras críticas ao modo de funcionamento do socialismo, alertando que “a liberdade está ameaçada” e que Portugal “afundou-se como o país da Europa que menos combate a corrupção”, que, na sua maioria, entende ser “legal e está na promiscuidade dos negócios e na burocracia da extrema-esquerda”, com “a dependência, a burocracia e a pobreza” a serem “os grandes instrumentos de corrupção”.

O líder democrata-cristão afirmou que “o país precisa de liberdade” e “precisa da direita para conquistar essa liberdade”, expressando não acreditar no centro: “É querer ser tudo e o seu contrário e, no final de contas, não ser coisa nenhuma”.

Como tal, Francisco Rodrigues dos Santos considerou que o CDS-PP representa “uma direita insubstituível que nenhum partido pode ocupar” e que “tem um espaço que tem de preservar”, comprometendo-se a colocar o partido “no lugar que merece e que sempre foi o seu, a direita que serve Portugal”.

Sou de um partido popular que é de futuro, de família, de tradições, de gerações que respeitam tradições e que defende a vida e liberdade económica. Um partido patriótico que se orgulha da história do nosso país, do litoral, do interior e das ilhas. Este partido popular demonstra energia e captação de novos aliados. Estamos no caminho para endireitar Portugal. É impossível haver uma direita forte sem um CDS forte”, indicou.

Francisco Rodrigues dos Santos marcou presença na Quinta do Vale, em Loures, onde decorreu um jantar de apresentação da candidatura do advogado e presidente da concelhia do CDS-PP de Loures, Jorge Santos, à autarquia do concelho, nas eleições autárquicas deste ano.

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