O deputado do CDS João Pinho de Almeida anunciou este sábado que irá sair do Parlamento. Numa publicação na sua conta de Facebook, afirma que deixa a Assembleia da República "com enorme gratidão por ter tido a honra de servir o meu país na sua casa da democracia".

Almeida exerceu o cargo de Secretário de Estado da Administração Interna nos governos de Passos Coelho e foi deputado nas IX, X, XI e XII Legislaturas.

"A última. A despedida. A combater a esquerda. Como sempre fiz. Foram 13 dos últimos 20 anos", escreveu, utilizando uma fotografia do último debate parlamentar que culminou no chumbo do Orçamento do Estado para 2022, como ilustração.

O anúncio surge no mesmo dia em que Adolfo Mesquita Nunes despediu-se do partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos. O antigo dirigente do partido anunciou a desfiliação numa longa publicação na rede social Facebook, onde começa por dizer que o partido em que se filiou "deixou de existir".

Esta sexta-feira, o Conselho Nacional do CDS-PP aprovou o adiamento, para depois das eleições legislativas, do congresso eletivo do partido, que deveria realizar-se a 27 e 28 de novembro, em Lamego.

Em resposta, este sábado Nuno Melo, candidato à liderança do CDS anunciou que irá remeter ao Conselho Nacional de Jurisdição uma impugnação para que todas as deliberações tomadas esta sexta-feira pelo Conselho Nacional sejam declaradas nulas.

"Sendo nulas, para que, com a urgência possível, sejam realizadas as eleições dos delegados ao congresso e para que esse congresso aconteça no momento já previsto", disse.

Gonçalo Nuno Cabral