O eurodeputado do CDS, Nuno Melo, endureceu o discurso crítico do partido em relação aos sociais-democratas e afirmou que «o voto útil no PSD é que é uma irresponsabilidade».

«O que está em causa não é saber se o PS ganha. É saber se contados os votos, juntos, o PSD e o CDS, têm ao menos mais um voto do que todas as esquerdas», adiantou Nuno Melo, num jantar que juntou 450 pessoas em Mondim de Basto.

«O PSD não pode um dia dizer que Sócrates é o pior primeiro-ministro e depois achar que coligado já seria bom». E avisou que «quem vai a votos não é só José Sócrates», afirmando que Jaime Silva, Maria de Lurdes Rodrigues e Mário Lino «ainda podem voltar ao Governo se o PS ganhar».

E fez ainda questão de falar para os indecisos entre o PSD e o CDS, frisando que a escolha na política não é como no futebol numa referência ao jogo que tinha terminado há momentos. «O voto deve ser inteligente. O trabalho e a meritocracia devem importar», disse.

«A música celestial é o CDS

Nuno Melo respondeu também às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, que afirmou este sábado que «o voto no CDS é música celestial». «Ontem ouvi dizer que votar no CDS era uma espécie de música celestial. Tem toda a razão, a música celestial é agradável ao ouvido. O voto no CDS é um gesto de bom gosto», disse o eurodeputado.

«O que nós queremos é música celestial, e a música celestial é o CDS», disse ainda Nuno Melo.
Sara Marques