O ex-líder do CDS-PP Ribeiro e Castro afirmou que tem que confiar «em sinais de fumo» para compreender as medidas discutidas no seio do Governo, lamentando a falta de discussão interna de medidas como a taxa sobre as pensões.

«Isto são questões que têm que ser analisadas no quadro da comissão politica», afirmou à Lusa Ribeiro e Castro, acrescentando: «Como era indispensável, no meu entender, que os deputados, o grupo parlamentar, tivessem reunido não uma mas variadíssimas vezes sobre estas questões e fosse fornecida abundante informação, para que as pessoas pudessem refletir sobre ela e ter as suas próprias posições e puderem contribuir para as decisões coletivas, que depois são chamados a apoiar e a votar no quadro da maioria».

Para Ribeiro e Castro, vivem-se «períodos de um excesso de teatrinho e pouco institucionalismo», num clima de comentocracia em que «há comentadores que dão a ideia que sabem mais do que as pessoas que fazem parte dos partidos e das instituições».

«Infelizmente temos que andar a confiar em sinais de fumo, na leitura das estrelas, para conseguir compreender o que está em causa e eu não consigo perceber o que está em causa e portanto não vou emitir nenhum comentário sobre isso», afirmou, referindo-se à questão da taxa sobre as pensões.

«Acho muito importante a concertação social, acho muito importante o diálogo com o PS, mas também acho importante o diálogo dentro do CDS e também acho importante o diálogo dentro do PSD», afirmou

Ribeiro e Castro manifesta «perplexidade» por, mais uma vez, existir uma «aparente crise ou não crise, não se faz ideia, e as pessoas não têm instrumentos para se perceber o que é que se está a passar».
Redação / FC