Os pedidos de maiorias absolutas têm sido um dos alvos de campanha de Jerónimo de Sousa. Mas o que faria a CDU se alcançasse aquilo que diz querer negar aos maiores partidos nestas eleições?

“Nós, se tivéssemos uma maioria, mesmo que fosse absoluta, nunca governaríamos sozinhos. Consideraríamos sempre a convergência de democratas e patriotas, incluíndo para um Governo”, garantiu o líder comunista, a meio de uma arruada na Amadora.


Esta explicação foi dada quando se falava da tensa relação com o PS e lhe foi perguntado se convidaria os socialistas para formar Governo se a CDU tivesse a maioria dos votos.
 

Antes, Jerónimo de Sousa respondera às palavras de António Costa, que pediu aos partidos mais à esquerda para concentrarem as críticas de campanha na direita e atacarem o PS só depois das eleições.

O líder comunista garantiu que “o adversário principal” da CDU “é a política de direita”, mas não resistiu em deixar mais um recado ao líder socialista. 

“Eu acho que o PS tem insegurança em relação aos resultados das eleições, porque não fez nada para que este Governo fosse derrotado”, apontou, sublinhando que, “durante quatro anos”, o PS se ausentou da oposição.


“Curioso, António Costa nunca explicita as nossas críticas. Ora, quando criticamos o PS, estamos a criticar por ter assinado com o PSD e o CDS esse pacto de agressão com a troika estrangeira”, afirmou, concluindo: “António Costa não dá resposta a isto”. 

Por estas razões, Jerónimo de Sousa garantiu que a campanha da CDU não irá alterar a estratégia seguida até agora, em que as críticas ao PS têm sido constantes. 

A arruada na Amadora partiu do centro de emprego da cidade rumo ao palanque montado ao pé da estação de comboios. Uma distância curta, de 350 metros, mas muito participada.
Hugo Beleza