ACTUALIZADA ÀS 10H28 DE SÁBADO

A TVI revelou no dia 27 de Março a gravação áudio de um DVD em que Charles Smith acusa José Sócrates de ser «corrupto» na posse das autoridades inglesas, que investigam o caso Freeport. Esta sexta-feira, a TVI divulga as imagens da gravação.

A Procuradoria Geral da República reagiu, este sábado, a esta transmissão, garantindo que «todos os elementos vão ser levados em conta». Admitindo que o DVD não serve de prova em Portugal, a PGR disse, no entanto, que ele pode ser usado pelos procuradores ou pela polícia para averiguarem informações que possam levar a novas diligências.

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A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith e Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.

A TVI convidou o primeiro-ministro para comentar em directo e explicar as imagens do DVD, ou para conceder um depoimento gravado. Por e-mail, o gabinete de José Sócrates dá conta que «nada há a acrescentar ao comunicado enviado em 27 de Março de 2009».

Nesse comunicado, o primeiro-ministro garantia ir processar judicialmente os autores de alegadas calúnias.

A TVI pediu também comentários às imagens do DVD ao procurador-geral da república, Pinto Monteiro, assim como a Charles Smith e João Cabral. Todos eles preferiram não fazer comentários.

Juiz rejeita prescrição( vídeo)

Há quatro crimes em investigação no processo Freeport. São eles corrupção para acto ilícito, tráfico de influências, participação económica em negócio e branqueamento de capitais. Os dados constam de um despacho do juiz de instrução do processo, Carlos Alexandre, que no futuro vai decidir por que crimes os arguidos poderão vir a ser julgados.

Assim sendo, o inquérito só poderá ser declarado prescrito em 2012, na melhor interpretação possível para os interesses dos suspeitos.

Advogado Albertino Antunes ouvido na PJ ( vídeo)

Começam a juntar-se as pontas soltas no caso Freeport. Esta sexta-feira manhã, foi ouvido na Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal o advogado Albertino Antunes, sócio de José Francisco Gandarez à data do licenciamento do outlet de Alcochete.

Estes dois advogados foram implicados no caso por Charles Smith, nos depoimentos feitos à PJ.

Smith disse que foram estes advogados que lhe pediram dinheiro para conseguirem obter a aprovação do outlet de Alcochete.
Redação / HB