O Chega voltou esta terça-feira a insurgir-se contra a vacinação prioritária de titulares de cargos políticos e defendeu, em vez disso, que seja dada prioridade aos bombeiros e aos idosos.

Não faz sentido que os dirigentes políticos, ainda que sejam órgãos de soberania, tenham acesso ao processo de vacinação quando existem ainda milhares de idosos por todo o país que ainda não foram vacinados”, lê-se num comunicado.

O texto do partido da extrema-direita parlamentar defende que, “na mesma medida, não faz sentido absolutamente nenhum que sejam vacinados quando os bombeiros, que lidam diariamente com doentes covid, também ainda não tenham visto o seu processo de vacinação concluído”.

O Chega é contra esta medida por considerar que há franjas da sociedade que precisam de ser vacinadas o quanto antes quer pela exposição ao vírus a que estão sujeitas diariamente, quer por estarem incluídas no grupo de maior risco, como é o caso dos idosos”, conclui o documento.

Hoje, no parlamento, o deputado único do Chega, André Ventura, que é ilegível para integrar este grupo prioritário de vacinação reiterou que recusa ser inoculado.

Não vou ser vacinado. Ouvi hoje que os titulares dos órgãos de soberania terão prioridade na vacinação contra a covid-19 e quero deixar aqui muito claro que acho isto um erro colossal. É um erro colossal porque não temos de liderar só pelo exemplo. Temos de ser um exemplo para liderar”, sustentou Ventura, que é também presidente do partido de extrema-direita.

O dirigente do Chega acrescentou que “vacinar os políticos é um erro clamoroso” e, por isso, vai prescindir da vacinação nesta fase.

/ AG