A cerimónia que assinalou este sábado o Dia da Implantação da República foi mais curta, sem discursos e com a bandeira a meia haste.

Por ser dia de reflexão - realizam-se amanhã, domingo, as eleições legislativas - não houve os habituais discursos políticos das mais altas figuras do Estado e a bandeira foi colocada a meia haste porque este sábado é dia de luto nacional, declarado em memória de Freitas do Amaral, cujo funeral tem lugar este sábado.

Marcelo Rebelo de Sousa presidiu às comemorações do 5 de Outubro na Câmara Municipal de Lisboa, que terminarm com o típico içar da bandeira na varanda da autarquia.

O Presidente da República chegou aos Paços do Concelho pelas 09:00, tendo sido recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

Marcelo Rebelo de Sousa recebeu Honras Militares ao som do Hino Nacional, tocado pela Banda da Guarda Nacional Republicana.

Depois das Honras Militares, o chefe de Estado, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, o presidente da Câmara de Lisboa, a presidente da Assembleia Municipal, Helena Roseta, e os vereadores da autarquia foram à varanda do Salão Nobre, onde foi hasteada a bandeira nacional.

No ato, Marcelo Rebelo de Sousa deixou a bandeira nacional apenas a meia haste, por respeito a Diogo Freitas do Amaral, fundador do CDS e ex-ministro, que morreu na quinta-feira, aos 78 anos.

As comemorações foram encerradas com a explicação da partitura original do Hino Nacional, que se encontra exposta no átrio dos Paços do Concelho, pela diretora do Museu da Presidência da República, Maria Antónia Pinto de Matos. Ao todo, a cerimónia demorou apenas meia hora.

O 05 de Outubro voltou a ser feriado nacional em 2016 - tinha sido eliminado em 2013 pelo anterior Governo PSD/CDS-PP - e é uma das quatro datas anuais em que o chefe de Estado tem discursos protocolares, juntamente com o 25 de Abril, o 10 de Junho e Dia de Ano Novo.

/ BC