Desfile na avenida da Liberdade

Depois de no ano passado o desfile do 25 de Abril ter sido cancelado devido à pandemia de covid-19, este ano a DGS autoriza o tradicional desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa, desde que se cumpram as regras de saúde pública como o distanciamento e o uso de máscara. 

No entanto, devido às restrições sanitárias, só é permitida a participação de um número limitado de representantes das forças políticas, associações e outras entidades que fazem parte da comissão promotora. São mais de 40 instituições, entre as quais todos os partidos da esquerda parlamentar, as centrais sindicais CGTP-IN e a UGT, mas também a associação Renovação Comunista, a associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE!), os Precários Inflexíveis (PI) e outras.

Todas as outras entidades que não pertençam à comissão promotora mas que queiram participar no desfile devem fazer a sua inscrição até às 15.00 deste sábado para o mail secretaria@a25abril.pt. 

Além disso, sublinhe-se que, para todas as entidades, o número máximo será de doze pessoas (duas filas de seis, separadas de 2 metros). E todos devem usar sempre a máscara.

Deve ainda ser feito um “registo devidamente autorizado de todas as pessoas participantes no evento, incluindo nome e contacto, bem como a localização exata do bloco constante na organização do desfile, em que irão integradas”, para efeitos de contacto no contexto de vigilância epidemiológica da covid-19.

O desfile está marcado para as 15.00 e deverá, como habitualmente, descer do Marquês de Pombal até ao Rossio.

Há outros desfiles na avenida?

Inicialmente impedida de participar no desfile oficial, a Iniciativa Liberar decidiu organizar um desfile próprio e irá mantê-lo, apesar de a comissão promotora ter, entretanto, alterado as suas orientações.

O ponto de encontro está marcado para a Praça Duque de Saldanha, de onde se prevê que o grupo saia às 15.00. A ideia, explicou o partido à TVI24, é descer a av. Fontes Pereira de Melo, chegar ao Marquês quando o desfile oficial  já estiver em marcha pela avenida e seguir atrás.

A IL tinha já 150 inscritos para este desfile, mas está preparada para acomodar participantes de última hora.

E o povo que se queira juntar à celebração?

Quem quiser pode estar na avenida, nos passeios laterais, sem participar no desfile. No entanto, é bom recordar que, de acordo com as regras sanitárias em vigor, não são permitidos ajuntamentos na via pública e mantêm-se as indicações para cumprir o distanciamento social e usar sempre máscara. 

Por esse motivo, os partidos não estão a apelar à participação popular, aconselhando, pelo contrário, a que se procurem outras formas mais simbólicas de assinalar o dia da liberdade. Por exemplo...

Celebrar cantando o "Grândola"

Tal como no ano passado, a comissão promotora das celebrações do 25 de Abril pede às pessoas que queiram juntar-se à comemoração que no domingo, às 18.00, vão à janela cantar o tema de Zeca Afonso, "Grândola, Vila Morena", seguido do Hino Nacional.

A ideia é que, a essa hora, em todo o país, as pessoas se juntem a cantar, incluindo aquelas que estão na avenida da Liberdade ou noutras celebrações.

No resto do país também há desfiles

Há desfiles, concentrações e comícios agendados para vários locais - sempre tendo em conta as restrições impostas pela pandemia. Estes são alguns dos pontos de encontro confirmados à TVI24 pelo PCP:

Porto, 14.30, Largo Soares dos Reis

Braga, 15.00, Av. Central

Beja, 15.00, Jardim do Bacalhau

Faro, 15.00, Largo Catarina Eufémia

Funchal, 15.00, Praça do Povo

Viseu, 15.00, Rossio

Guarda, 15.00, Jardim José Lemos

Coimbra, 15.00, Praça da Canção

Évora, 16.00, Zona Verde da Malagueira

Vila Real, 15.00, Jardim da Carreira

Sessão solene na Assembleia

A sessão solene comemorativa do 47.º aniversário do 25 de Abril na Assembleia da República está marcada para as 10:00 de domingo, e será acompanhada pela TVI24.

Tal como no ano passado, a sessão contará com um número de presenças reduzido por motivos de saúde pública. Depois das palavras do presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, discursam os representantes dos vários grupos parlamentares. A última intervenção caberá ao Presidente da República. 

Maria João Caetano