Há uma polémica a envolver a nomeação de Elisa Ferreira para comissária europeia. Em causa está um alegado conflito de interesses, que está a levantar uma onda de críticas entre os eurodeputados.

Aparentemente, a portuguesa ficou com a pasta dos fundos regionais, os mesmos de que o marido, Fernando Freire de Sousa, é responsável pela aplicação em Portugal. 

A questão foi levantada por uma eurodeputada francesa, Marie Toussaint, do grupo dos Verdes, que numa publicação na rede social Twitter disse: “A portuguesa Elisa Ferreira era vice-governadora do Banco de Portugal quando um banco estatal financiou o projeto de uma empresa cujo vice-presidente era seu marido. Agora é nomeada para os fundos regionais dos quais o marido é responsável por esses mesmo fundos em Portugal. Keep cool”.

Segundo a consulta do Observador, o código de conduta diz que os membros da comissão "devem evitar qualquer situação suscetível de originar um conflito de interesses", ou seja, "sempre que um interesse pessoal possa influenciar o exercício independente das suas funcões".

Mesmo que a CCDR-Norte - entidade responsável pela aplicação de parte dos fundos comunitários em Portugal, e da qual Freire de Sousa é presidente - seja beneficiada pela comissária portuguesa, e isso não constitua um benefício pessoal do marido, a ligação pode ser entendida na mesma como conflito de interesses.

Elisa Ferreira apesar de ter sido escolhida como comissária, e de já ter uma pasta atribuída (Coesão e Reformas), tem ainda de passar pela aprovação do Parlamento Europeu.