ACTUALIZADA ÀS 22h43

O primeiro-ministro português afirmou-se, esta quinta-feira, satisfeito com o anúncio de que Durão Barroso será o candidato do Partido Popular Europeu à presidência da Comissão Europeia, escreve a Lusa.

«Isso é uma boa notícia (...) Mas não são apenas os primeiros-ministros do Partido Popular Europeu que o apoiam. Há também primeiros-ministros socialistas que o apoiam, como é o meu caso, mas também é o caso do presidente (do governo espanhol, José Luís) Zapatero, o caso de (primeiro-ministro britânico) Gordon Brown», apontou.

«Julgo portanto que o Dr. Durão Barroso não é um candidato de nenhum partido. Vai ser, tenho a certeza, um candidato de todo o Conselho», disse José Sócrates.

Salientou o «grande consenso» que observa «em todo o Conselho para que Durão Barroso faça um novo mandato», o que o deixa «muito satisfeito».

Segundo o primeiro-ministro, Durão Barroso «fez um bom mandato nestes quatro anos» e a sua continuidade à frente do executivo comunitário «é muito importante para Portugal».

«Ao longo destes anos, desenvolvemos uma sólida amizade», concluiu.

Durão «muito honrado»

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou-se «muito honrado» com a decisão do Partido Popular Europeu (PEE) de o apoiar para um novo mandato, «do mesmo modo» que recebeu com satisfação apoios de outras famílias políticas.

José Manuel Durão Barroso disse que sempre entendeu «que as funções de presidente da Comissão Europeia devem ser em larga medida supra-partidárias» e, por isso, é que ficou «muito honrado» com o apoio «manifestado quer pela família do PPE, quer por primeiros-ministros socialistas, quer por primeiros-ministros liberais».

«Tomo isso como o reconhecimento do trabalho feito pela Comissão a que tenho a honra de presidir», declarou, à margem da Cimeira de líderes europeus que decorre em Bruxelas.

O presidente do executivo comunitário garantiu todavia que, de momento, a sua preocupação não é um novo mandato, já que a sua prioridade actualmente é «trabalhar para que haja resposta forte da Europa à crise económica» e ao desemprego.
Redação / CP