O Governo vai passar a fazer uma avaliação semanal, e não quinzenal, da situação epidemiológica dos concelhos do continente, para decidir mais rapidamente sobre o avanço ou o recuo dos municípios nos níveis de desconfinamento, anunciou hoje o primeiro-ministro.

Esperar por duas avaliações negativas de 15 em 15 dias […] poderia levar-nos a intervir tarde demais. Assim, mantemos a regra das duas avaliações negativas, mas encurtando o prazo de forma a podermos tomar medidas mais rapidamente caso se venha a justificar”, explicou António Costa.

O primeiro-ministro falava em conferência de imprensa no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois da reunião do Conselho de Ministros, sobre a quarta fase do atual plano de desconfinamento no âmbito da pandemia de covid-19.

Até agora, o Governo determinava o avanço ou recuo dos municípios nos diferentes níveis do plano de desconfinamento com avaliações quinzenais, sendo que apenas com duas avaliações os concelhos poderiam avançar ou recuar.

Não havendo estado de emergência, há menos medidas restritivas e, portanto, é preciso agir o mais rapidamente possível quando estamos em situações de rápido crescimento, de forma a evitar que esse crescimento seja excessivo, mas também, por outro lado, para permitir uma maior rapidez na libertação das atividades e das pessoas logo que possível", acrescentou António Costa.

O primeiro-ministro deu como exemplo o caso do concelho algarvio de Portimão, que, segundo disse, "teve uma evolução francamente positiva e uma redução muito acelerada", estando atualmente com uma incidência de "159 novos casos por 100 mil habitantes" em 14 dias, "praticamente a atingir a meta dos 120".

"Não se justificaria esperar 15 dias. Seguramente na próxima semana, salvo uma inversão dramática, poderá atingir esse objetivo", acrescentou.

/ MJC