O secretário-geral adjunto do PS considerou este sábado que uma vitória do seu partido nas próximas eleições autárquicas é essencial para a reforma do Estado e para a resolução de “bloqueios estruturais”.

José Luís Carneiro, “número dois” da direção dos socialistas, falava na tarde do primeiro de dias do 23º Congresso Nacional do PS, no Portimão Arena, discurso que dedicou às questões do combate à crise da covid-19 e às próximas eleições autárquicas.

É no Poder Local que estão as fontes e os meios de identificação de muitos dos nossos obstáculos estruturais - e é lá que devem estar muitas das respostas que permitirão ao país enfrentar, como um todo, os grandes desafios estratégicos do futuro. Esta é a razão por que as eleições autárquicas do próximo dia 26 de setembro são tão relevantes para o PS”, declarou o ex-secretário de Estado das Comunidades.

Entre os desafios que se colocam ao país, José Luís Carneiro salientou a “reforma do Estado” e saiu em defesa de um “reforço dos poderes regionais”.

Falta menos de um mês para as eleições autárquicas. Não queremos o poder pelo poder. Queremos o poder para servir o interesse publico. O PS quer continuar a ser maioritário nas autarquias, porque vê no poder local um alicerce essencial à recuperação das condições de vida dos portugueses e um meio poderoso para vencermos os desafios do futuro”, disse.

Na parte relativa à ação do Governo, o secretário-geral adjunto do PS falou da forma como a pandemia da covid-19 interrompeu a trajetória de crescimento económico e fez com que reemergissem vulnerabilidades profundas existentes na sociedade e do Estado.

“Mas foi no Estado, essa entidade tantas vezes diabolizada, que as empresas e os cidadãos encontraram respostas: na saúde, na escola, na proteção social, nos apoios às empresas e aos empresários”, advogou.

O “número dois” da direção do PS deixou rasgados elogios ao secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, na resposta à crise pandémica e na forma como atuou no plano europeu.

“Mesmo em estado de emergência, soube-se sempre estabelecer um justo equilíbrio entre o exercício da autoridade democrática e a defesa das liberdades fundamentais”, frisou.

/ AG