Rui Rio desferiu este sábado um ataque cerrado contra a justiça portuguesa, considerando-a «o maior» dos problemas que o país tem pela frente, noticia a Lusa. «Não é só a morosidade, são as sentenças contraditórias que o cidadão não entende e isto não inspira confiança ao país», exemplificou o presidente da Câmara Municipal do Porto.

Rio, que falava esta tarde no Congresso social-democrata, em Guimarães, citou o seu próprio exemplo. «É normal que o presidente da segunda maior Câmara municipal do país seja arguido quase desde que tomou posse e esteja com termo de identidade e residência?», questionou. «A justiça não pode continuar neste caminho. Uma justiça que funciona assim destrói a democracia e gera também um sentimento de impunidade», insistiu.

As diferenças entre o PSD e o PS, questão que aliás esteve presente neste Congresso, também mereceram a sua atenção. A opinião de Rui Rio é que aquilo que distingue os dois partidos está para além das questões económicas.

A principal diferença é que «tem de ser novamente o PSD a apontar quais são as reformas» de que Portugal precisa, como, em seu entender, acontece desde o 25 de Abril de 1974. O PS aposta na «aspirina» para resolver os problemas nacionais, ao passo que o PSD utiliza «antibióticos», considerou ainda Rui Rio, procurando assim vincar o que separa os dois partidos.

O seu remédio para a «doença» portuguesa é «a construção de um Estado forte em vez de ajoelhado».
Redação