A lista de Paulo Colaço foi a mais votada para o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), que irá presidir a este órgão, derrotando a lista da direção, encabeçada pelo ex-líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão.

Fontes sociais-democratas disseram à Lusa que a lista de Paulo Colaço - ex-membro da Jurisdição - conseguiu eleger cinco dos nove membros, a da direção três e José Miguel Bettencourt, que também pertenceu ao CJN no último mandato, elegeu-se apenas a si próprio.

A lista de Ricardo Sousa não elegeu qualquer membro para a Jurisdição.

Fernando Negrão contra eutanásia mas também rejeita referendo sobre o tema

Fernando Negrão manifestou-se hoje contra a legalização da eutanásia em Portugal, mas também rejeitou a solução de que este tema seja alvo de um referendo nacional.

Esta posição foi transmitida pelo ex-presidente do grupo parlamentar social-democrata antes do início dos trabalhos do terceiro e último dia do congresso.

Esta madrugada, por larga maioria, foi aprovada uma moção temática a favor de um referendo sobre eutanásia - um documento que teve como primeiro subscritor o ex-deputado e ativista de movimentos "pró-vida" António Pinheiro Torres.

Veja também: Moção de Rui Rio aprovada por “maioria clara” e referendo à eutanásia também

Perante os jornalistas, Fernando Negrão começou por referir que, na última legislatura, votou contra os projetos provenientes da esquerda e do PAN a favor da eutanásia, questão que regressará ao debate em plenário na Assembleia da República, na generalidade, no próximo dia 20.

"Considerou que a vida é um valor supremo e diria mesmo que é um valor indiscutível. Por essa razão, precisamente, não sou a favor do referendo", justificou o antigo ministro do segundo Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho.

Fernando Negrão afirmou depois que o referendo, caso avance, "vai abrir uma discussão que não deve ser feita, e politizará e partidarizará uma questão que não merece que isso aconteça".

"Vamos ver como correm as negociações entre partidos no parlamento para sabermos se é ou não aprovada a possibilidade de um referendo", acrescentou.

/ ALM com Lusa