O primeiro-ministro português, António Costa, desejou esta sexta-feira as melhoras do presidente norte-americano, que anunciou esta madrugada estar infetado com o novo coronavírus, após ser também um dos líderes mundiais mais céticos relativamente à covid-19.

Desejo-lhe as melhoras, naturalmente. É o que se deseja a qualquer pessoa que está doente”, declarou António Costa.

Falando à imprensa em Bruxelas, após uma cimeira extraordinária de líderes europeus dedicada a questões geopolíticas, o chefe de Governo assegurou que a infeção de Donald Trump não foi comentada pelos 27, embora esse seja um dos assuntos que está hoje a marcar a atualidade.

Já questionado se a infeção de Donald Trump o poderá afetar numa altura de campanha eleitoral para as eleições presidenciais norte-americanas, António Costa rejeitou comentar.

Não sou analista político, não vou entrar nessa especulação”, adiantou.

O Presidente dos Estados Unidos anunciou hoje que o seu teste à covid-19 foi positivo, assim como o da mulher, Melania Trump.

“Melania e eu testamos positivo para a covid-19”, escreveu Donald Trump, na rede social Twitter.

“Vamos iniciar imediatamente a quarentena e o nosso processo de recuperação. Iremos passar por isto juntos”, acrescentou.

O médico do Presidente norte-americano, Sean Conley, já confirmou que os dois estão infetados e que “planeiam permanecer em casa dentro da Casa Branca”, durante a convalescença.

“Esta noite recebi a confirmação de que o Presidente Trump como a primeira-dama Melania Trump deram positivo para o vírus SARS-CoV-2”, indicou Conley, numa declaração.

Os Estados Unidos já ultrapassaram os 7.490.000 casos de infeções pele novo coronavírus e registaram mais de 212 mil mortos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 34,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo.

Em Portugal, morreram 1.983 pessoas dos 77.284 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

/ RL