Abriu esta segunda-feira uma das três linhas de apoio social extraordinário a trabalhadores das artes, a entidades artísticas e à adaptação de espaços culturais, no âmbito da pandemia da Covid-19.

Segundo o Ministério da Cultura, o atraso das outras duas linhas deve-se a mudanças que têm de ser feitas a nível informático, de modo a garantir o processamento automático de todos os pedidos. 

Em entrevista ao Jornal das 8, da TVI, Graça Fonseca relembrou que "é a primeira vez que o Ministério da Cultura dá um apoio social" e que "mais nenhum setor tem uma linha de apoio complementar"

A linha que a partir de hoje está disponível é direcionada às pessoas", reforçou.

Questionada sobre se conhecia a realidade precária do mundo da cultura no país e se foi apanhada de surpresa, a ministra da Cultura garantiu que a situação já era conhecida, mas que a pandemia a tornou mais visível. 

Conhecia e conheço, como em Portugal muitas pessoas conhecem há demasiados anos" ressalvou, "e precisamente por conhecermos é que a área da cultura é a única, no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social [PEES], que tem um conjunto de medidas que são exclusivamente dirigidas a este setor".

Referiu que este setor tem um "desfasamento e um desajustamento entre as condições laborais e as carreias contributivas", mas que isso não é novidade para ninguém. Por essa razão, não houve nenhum dia em que o Governo não tivesse procurado medidas mais ágeis e céleres possíveis, garantiu. 

Voltando aos apoios, cada profissional pode receber até 1.316 euros. A 10 de agosto fica disponível a linha de apoio de três milhões de euros para as entidades artísticas profissionais retomarem a atividade e ainda a linha de financiamento de 750 mil euros para os teatros e auditórios adquirirem equipamentos para se adaptarem às novas regras de segurança.

Cláudia Évora