O Presidente da República confirma que recebeu um despacho do primeiro-ministro para que manifestasse a sua adesão à vacinação dos titulares de órgãos de soberania e que cada órgão seria responsável por gerir as suas prioridades.

Assim, será António Costa a definir a ordem de vacinação no Governo, será a Assembleia da República a definir a prioridade dos deputados e será o Presidente da República a definir a prioridade do Conselho de Estado e dos representantes nas regiões autónomas. 

"Só depois será definido o momento da vacinação", disse, sem especificar datas, e dizendo ser ainda "prematuro" falar nisso.

Marcelo Rebelo de Sousa começa agora a ouvir os partidos, até esta quarta-feira, sobre a renovação do estado de emergência por mais 15 dias.

"Tem toda a lógica, perante as medidas tomadas na sexta-feira, que esta renovação do estado de emergência seja o prolongamento da anterior, integrando essas medidas".

Segundo o Presidente, é esperada essa renovação por mais 15 dias, estando dependente da autorização da Assembleia da República.

Questionado sobre os efeitos do encerramento das escolas e sobre a reunião do Infarmed, que não ocorreu esta terça-feira, Marcelo salientou que as escolas só estão fechadas desde sexta-feira, pelo que "não existem dados para retirar ilações dos efeitos".

A reunião desta terça-feira do Infarmed foi cancelada porque ainda não havia dados para retirar conclusões.

"Faz sentido que ela ocorra quando os dados disponíveis permitam avaliar não apenas as medidas relativas às escolas, mas outras, num confinamento que se quer levado a sério pelos portugueses."

Sobre um eventual pedido de ajuda internacional, que a ministra da Saúde referiu ontem, Marcelo garante que "não há, neste instante, razão que determine uma ideia de alarme social quanto à necessidade de recurso instante a ajuda internacional".

O Presidente garante que "há, como aconteceu no passado dentro da União Europeia, essa colaboração e há a disponibilidade de países amigos para ajudarem, como foram ajudados no passado".

O Presidente da República, que acompanhou o primeiro-ministro na visita ao Hospital das Forças Armadas, destacou que a pandemia é um "combate de todos, em total união", convocando "todos os portugueses".

"Não pode ser apenas um combate do poder público, das Forças Armadas. Tem de ser um combate de todos os portugueses. Estamos em semanas que representam batalhas determinantes neste combate".

Marcelo Rebelo de Sousa reforçou que as próximas semanas serão "determinantes" para "conter" os números e "começar a inverter" a tendência.

"Continuamos todos mobilizados para estas batalhas e este combate".

Catarina Pereira