O ministro da Administração Interna afirmou esta quinta-feira que Portugal atravessa o "maior desafio de coesão nacional", referindo-se à pandemia de covid-19.

Eduardo Cabrita, que falava no debate que culminou na aprovação do 14.º estado de emergência, diz, tal como o Presidente da República e o primeiro-ministro, entende que o estado de emergência deve acompanhar o desconfinamento, cuja data final está prevista para 3 de maio.

Perante aquilo que parece ser a efetividade das medidas em vigor, o Governo verifica que "Portugal tem hoje cerca de um sexto dos casos ativos que tinha no final de janeiro".

O número de internamentos reduziu em cerca de um quinto em relação há mês e meio", acrescentou, referindo ainda uma "consolidação" dos dados relativos aos internamentos em cuidados intensivos.

Comparando com há um ano atrás, Eduardo Cabrita realça que Portugal está melhor, tanto a nível de casos como a nível de mortes.

Falando da semana que se estende até à Páscoa, o ministro diz que se joga a "capacidade de fazer um esforço coletivo".

Depende de todos nós [prosseguir o desconfinamento]", reiterou.

Apelando à resiliência dos portugueses, Eduardo Cabrita afirma que será o controlo da transmissão durante esse período que vai permitir a reabertura das atividades letivas presenciais nos 2.º e 3.º ciclos, bem como a reabertura das esplanadas dos restaurantes ou as lojas de rua.

Depende do que fizermos nos próximos dias, até à Páscoa. Por isso, queria demonstrar a minha confiança nos portugueses, nas autoridades de saúde e nas forças de segurança", afirmou.

Sobre as medidas previstas para o controlo da pandemia, Eduardo Cabrita reafirmou a aposta na testagem e no reforço da vacinação, afirmando que este último ponto se faz num caminho lado a lado com a Europa, deixando críticas àqueles que pediam ao Governo que negociasse vacinas de forma unilateral.

Assim, e traçando um cenário da vacinação global, o ministro congratulou-se com os dados de vacinação junto dos grupos prioritários, lembrando o arranque da vacinação nos professores e auxiliares de educação, que arranca no próximo fim de semana.

Neste período em que tanto gostaríamos de estar com os nossos familiares mais próximos, temos de dizer que não, não vai ser possível. Pela saúde, pela economia, pela democracia, temos de fazer este esforço mais de coesão nacional de resposta à pandemia”, apelou, manifestando a sua “profunda confiança nos portugueses”.

António Guimarães