Assunção Cristas defende que o ministro das Finanças "tem muito trabalho" no país, nomeadamente "o problema das cativações", e "o resto são especulações" sobre a presidência do Eurogrupo.

Penso que o senhor ministro das Finanças tem muito trabalho para que se focar no país. Eu gostava que ele se focasse nos problemas das cativações, que tem sido uma das razões pelas quais muitos serviços públicos se têm degradado, desde a saúde à educação, a segurança e os transportes. (...) O ministro das Finanças tem muito que fazer, tudo o resto são especulações".

A líder do CDS-PP fez esse comentário à Lusa, durante uma visita a uma escola de Lisboa enquanto candidata à Câmara da capital, nas autárquicas de 1 de outubro. Recusa uma gestão baseada em cativações.

Uma boa gestão orçamental passa por orçamentos realistas, que são cumpridos com transparência. O que vemos em Portugal neste momento é um orçamento dependente de cativações, que, entre o que está previsto no início e o corte de despesa no final, está em números exorbitantes".

O que têm CDS e PSD a dizer sobre o crescimento de 2,8?

Já a propósito da confirmação de um crescimento de 2,8% no primeiro trimestre, Assunção Cristas disse destacou o contributo do investimento privado e das exportações no crescimento económico, uma "receita que nos dizeres do PS não iria funcionar".

"São os dados que já conhecíamos. Como tivemos oportunidade de dizer várias vezes, é positivo, como é positivo ver que quem contribui de forma significativa para este crescimento económico são as empresas com o investimento que fazem e com as exportações", afirmou.

Há falhas graves naquilo que eram as promessas socialistas ao nível do investimento público que, fruto dos cortes brutais que teve, se vê em muitíssimas áreas, com falhas significativas e a não contribuir para o crescimento económico".

E continuou: "Certamente que, para termos uma economia a funcionar bem, tem de ser uma economia com confiança e com os vários motores a contribuírem para o crescimento económico. Aquilo que esperamos é que este crescimento seja duradouro, se confirme, e nos permita olhar com mais confiança para o futuro do país".

Da parte do PSD, satisfação pelos progressos alcançados no creescimento económicos, mas com o sublinhado de que está assente no investimento e nas exportações, como os sociais-democratas defendiam.Fica o desafio para o Governo manter ou acelerar o ritmo.

Que a retoma que foi iniciada em 2014 se confirma e a bom ritmo, e que isso acontece com base no investimento e nas exportações que são as verdadeiras molas do desenvolvimento económico, aquilo que sempre defendemos".

Foram estas as palavras de Duarte Pacheco aos jornalistas, à margem das jornadas parlamentares do PSD.  "Chegados aqui só podemos exigir que este ritmo de crescimento se mantenha e possa ainda melhorar para que o país recupere face à União Europeia e para que o desemprego possa cair de forma consistente".

O desejável, para o PSD, é que o país crescesse a um ritmo de 3%. "Qualquer inversão" significaria que o país estava a andar para trás. "Portugal não pode recuar", enfatizou.