O PSD acusou, esta quarta-feira, o Governo e António Costa de “fugir das responsabilidades” ao longo de toda a legislatura. Na interpelação ao Governo, no Debate do Estado da Nação, o deputado Social-democrata António Leitão Amaro acusou o primeiro-ministro de “fazer tudo para ter o poder e, quando há asneira, logo fugir às responsabilidades”.   

“O senhor nega sempre tudo. (…) Os serviços públicos nos mínimos e a carga fiscal nos máximos, da gestão danosa da Caixa à multiplicação da família socialista na Administração, o senhor nega sempre tudo e esconde tudo.”

Leitão Amaro considerou ainda esta governação de ter “um resultado medíocre”. “Garantiu que ia trazer paz social, mas as greves não param. Só na Saúde, já se perderam mais do dobro dos dias de trabalho do que no ano anterior”, disse Leitão Amaro.

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O deputado social-democrata acusou ainda Costa e ter prometido acabar com a emigração, mas, “nesta legislatura, já mais 300 mil portugueses saíram do país”.

“Portugal cresce menos do que todos os países com quem compete e com quem se compara. Que tristeza! (…) O vosso caminho errado, a vossa falta de reformas, o vosso único programa foi desfazer, desfazer reformas. (…) Na vossa cegueira ideológica tudo fizeram para acabar com as melhores escolas e melhores hospitais”, acusou.

“Prometeu que ia trazer um Simplex que ia fazer a vacas voar e os portugueses ficaram à espera e Portugal tornou-se num país à espera. (…) Os portugueses olharão para trás e não perdoarão a este Governo e a este primeiro-ministro.”

António Costa rebateu e assegurou responder com “factos”, sublinhando que Portugal “pela primeira vez está crescer acima da média europeia” e defendeu que, em 2015, a Direita foi “medíocre na previsão”.

“Ainda bem que está sentado, porque quem vai ficar a espera que o Diabo chegue é o senhor. Mas pode esperar sentado”, respondeu António Costa.

Negrão acusa Costa de falar de “país virtual” em que Governo “fez tudo bem”

O líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, acusou o primeiro-ministro de falar de um “país virtual”, “para a fotografia”, “pintado de cor-de-rosa”, em que o Governo “fez tudo bem”, mas que é desmentido diariamente pela realidade.

O que aqui ouvimos do senhor primeiro-ministro, hoje e sempre, foram consistentes tentativas de vergar a realidade à narrativa fantasiosa de que o seu Governo fez tudo o que estava ao seu alcance e que fez tudo bem”, criticou Negrão, na intervenção de fundo do PSD no debate do estado da nação, o último da atual legislatura.

No entanto, para o líder parlamentar social-democrata, “esta narrativa de encantar é desmentida pela realidade todos os dias”, reiterando a acusação de governar em “permanente modo de ‘reality show’”.

Negrão apontou falhas na governação nas áreas da saúde, segurança social, educação, justiça, segurança, proteção civil ou nos apoios ao interior – que diz ter sido esquecido “porque não dá votos que cheguem para vencer eleições”.

Mas para o Governo está tudo bem”, ironizou.

O líder parlamentar incluiu no rol das falhas do executivo o roubo das armas de Tancos, considerando que se trata de uma “mancha indelével deste Governo”.

Hoje quando o primeiro-ministro diz que mantém a confiança no ex-ministro da Defesa, ninguém sabe ao certo se essa confiança se refere ao que Azeredo Lopes disse ou ao que o Azeredo Lopes não vai dizer”, apontou.

Negrão trouxe ainda ao debate o chamado ‘familygate’, dizendo que faz deste Governo “além de uma espécie grande albergue familiar, um caso de estudo mundial pelas piores razões”.

A tal ponto que levou a embaraçar o próprio senhor Presidente da República numa reunião do Conselho da Europa há cerca de um mês”, afirmou, sem especificar a que situação se referia.

O líder parlamentar do PSD considerou que “nenhum dos grandes objetivos proclamados pelo Governo foram alcançados”, e até a recuperação de rendimento foi “engolida por impostos, taxas e tachinhas”.

Para dar a alguns, o Governo tirou a todos. Para satisfazer a exigência de alguns, o Governo falhou com todos”, acusou