O Programa Nacional de Investimentos 2030, que envolve 21.950 milhões de euros, foi o tema escolhido pelo primeiro-ministro, António Costa, para abrir o primeiro debate quinzenal deste ano.

Depois do discurso inicial, e para "abrir hostilidades" o PSD, na figura de Fernando Negrão. A troca de palavras aqueceu quando o social-democrata acusou Costa, sobre os combustíveis, de "dar migalhas com uma mão e retirar, pela calada, com a outra.”

Negrão lembrou que Centeno anunciou que o ISP na gasolina ia descer 3% e "foi boa notícia (...) - no gasóleo ninguém toca porque 80% das famílias é o que consomem -, mas às escondidas reviu em alta a taxa de carbono."

Pelas contas do PSD, a segunda decisão implicou um agravamento de 1,34 cêntimos, por cada litro de gasolina, e 1,46 cêntimos por cada litro de gasóleo.

Costa contrapôs e recordou o documento do Governo que mencionava: “Estimasse que a receita de ISP tenha uma variação positiva de 211 milhões de euros maioritariamente justificada pela evolução da taxa de carbono”. Isto para argumentar que no Governo "falamos verdade."

Mas o líder da bancada do PSD foi mais longe e assegurou que "as contas não estão certas. Anuncia redução da taxa sobre a gasolina e vai busca-la através da taxa de carbono."

“Deu com uma mão e tirou com outra (…) faz isto há três anos", acrescentou negrão.

Costa ainda quis voltar a argumentar, pedindo a posição do PSD sobre o "maior desafio" que é "a mitigação das alterações climáticas", mas já não havia tempo.