António Pires de Lima, histórico militante do CDS-PP anunciou este sábado a sua saída do partido. Em entrevista à SIC Notícias avançou que "amanhã" deixará "de ser militante".

O anúncio surge no mesmo dia em que foi comunicado o abandono do partido de Adolfo Mesquita Nunes e depois de o Conselho Nacional do CDS-PP ter aprovado o adiamento, para depois das eleições legislativas, do congresso eletivo do partido, que deveria realizar-se a 27 e 28 de novembro, em Lamego.

O antigo dirigente já se tinha manifestado contra este adiamento, sublinhando que "um ato de incoerência". Salientou que "este congresso já estava marcado e as datas que foram escolhidas dentro de quatro semanas são perfeitamente compatíveis com a marcação de eleições, venha a acontecer essa marcação em janeiro ou em fevereiro".

O adiamento, que já foi impugnado por Nuno Melo ao Conselho de Jurisdição do CDS, está no centro da decisão de Pires de Lima: "Voto no CDS desde os meus 18 anos, mas aquilo que se passou nas últimas 24 horas tem consequências".

O antigo ministro da Economia afirmou que, “face àquilo que se passou no CDS nas últimas 48 horas”, não está “em condições de recomendar a ninguém que vote” em Francisco Rodrigues dos Santos nas próximas eleições legislativas.

“E isso tem uma coincidência: É que eu, com muita tristeza e com muita dor interior, não estou em condições de continuar a ser militante do CDS, se não tenho nenhuma intenção de votar no atual presidente em legislativas se ele se candidatar autonomamente e diretamente”, indicou.