Os responsáveis de defesa norte-americanos estão preocupados com um ataque interno ou outra ameaça de membros de serviços envolvidos na tomada de posse do Presidente eleito, levando o FBI a vetar 25 mil tropas da Guarda Nacional.

O Secretário do Exército Ryan McCarthy disse à agência noticiosa Associated Press que os oficiais estão conscientes da potencial ameaça e avisou os comandantes para estarem atentos a quaisquer problemas dentro das suas fileiras à medida que a tomada de posse de Joe Biden se aproxima.

Até agora, porém, MacCarthy e outros líderes dizem não ter visto quaisquer provas de ameaças.

"Estamos continuamente a analisar todos os procedimentos” e a verificar “cada um dos indivíduos que integram esta operação", disse McCarthy, numa entrevista após um exaustivo exercício de segurança de três horas, em preparação para a inauguração de quarta-feira.

Cerca de 25 mil membros da Guarda Nacional estão a chegar a Washington de todo o país. Os militares analisam rotineiramente os membros da Guarda Nacional em busca de ligações extremistas, já o rastreio do FBI é adicional a este controlo de rotina.

Vários responsáveis disseram que o processo começou quando as primeiras tropas da Guarda começaram a ser destacadas para Washington há mais de uma semana.

Temos de pôr em prática todos os mecanismos para examinar minuciosamente estes homens e mulheres que apoiariam qualquer operação como esta”, acrescentou McCarthy.

A verificação do FBI envolve a verificação dos nomes das pessoas através de bases de dados e listas de observação, que possam incluir o envolvimento em investigações anteriores ou preocupações relacionadas com o terrorismo, explicou um antigo supervisor de segurança nacional do FBI, David Gomez.

O General Daniel R. Hokanson, chefe do Gabinete da Guarda Nacional, tem vindo a reunir-se com as tropas da Guarda quando chegam a Washington e disse acreditar que existem bons processos para identificar quaisquer ameaças potenciais.

Se houver alguma indicação de que algum dos nossos soldados está a expressar coisas que são opiniões extremistas, ou é entregue às forças da lei ou a situação tratada imediatamente na cadeia de comando", disse.

Em 6 de janeiro, milhares de apoiantes do Presidente cessante, Donald Trump, e simpatizantes da extrema-direita invadiram o Capitólio, que alberga o Senado e a Câmara dos Representantes, que nesse dia reuniam para o último passo da confirmação de Joe Biden como Presidente.

Cinco pessoas morreram nos confrontos que se seguiram a esta invasão, incluindo um agente da polícia do Capitólio.

Na sexta-feira, o Pentágono anunciou ter autorizado a deslocação de mais de 25 mil militares para as ruas de Washington, para a proteção de várias zonas, principalmente do National Mall, onde se reúnem os pontos mais importantes da política norte-americana, incluindo a Casa Branca, o Capitólio e outros monumentos emblemáticos.

/ JGR