O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, revelou esta terça-feira que "foi já aceite o pedido de exoneração do comandante do centro de formação de Portalegre" onde terão sido agredidos violentamente cerca de dez formandos.

Em declarações aos jornalistas, Eduardo Cabrita revelou ainda que a GNR vai disponibilizar "para a investigação de todas as imagens que são feitas nas ações de formação".

"Fiquei desagradavelmente surpreendido com o que tive conhecimento. A GNR facultará à investigação quer do Ministério Público quer da Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) todas as imagens que são sempre realizadas das ações de formação. O que é sempre fundamental neste momento apurarmos é a totalidade da natureza dos factos. Portanto, antes de ter quer a informação definitiva prestada pela GNR quer os resultados do inquérito da IGAI creio que não me devo pronunciar sobre detalhes", afirmou o ministro.

Cerca de dez formandos do 40.º curso do Centro de Formação da GNR, em Portalegre, terão sofrido graves lesões e traumatismos durante o módulo “curso de bastão extensível”, que obrigaram em alguns casos a internamento hospitalar e a intervenções cirúrgicas.

A Guarda Nacional Republicana confirmou à Lusa a ocorrência numa ação de formação de dez formandos, tendo determinado um processo de averiguações, que ainda não está concluído.

No domingo, o Ministério da Administração Interna ordenou à Inspeção Geral da Administração Interna a abertura de um inquérito sobre o alegado espancamento.

Segundo o MAI, este inquérito visa o “apuramento dos factos e determinação de responsabilidade” sobre o caso, que a confirmarem-se “não são toleráveis numa força de segurança num Estado de Direito democrático”.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, pediu também esclarecimentos ao Comando-geral da GNR sobre os factos.