O ministro da Administração Interna considerou, nesta quinta-feira, absurdas as considerações que tem ouvido sobre o acidente mortal na A6, que envolveu o carro em que seguia, ocorrido há cerca de cinco meses.

Eduardo Cabrita remeteu, uma vez mais, para a investigação em curso quaisquer esclarecimentos sobre as condições em que aconteceu o atropelamento na autoestrada de um homem que ali se encontrava a trabalhar.

“Há algo que nunca me poderão apontar, que é violar a autonomia e a independência das autoridades judiciárias, a quem cabe a investigação”, disse o governante, à margem da sessão de encerramento do I Fórum Portugal Contra a Violência, que decorreu na reitoria da Universidade Nova de Lisboa, e no qual participou com a ministra da Justiça, Francisca van Dunem.

Questionado sobre a ausência de respostas cinco meses depois do acidente, como a velocidade a que seguia o seu carro oficial no momento do atropelamento mortal, o ministro respondeu que "essa pergunta" não é a ele que deve ser dirigida.

“Esses absurdos que por aí são propalados, que são lamentáveis… A investigação está em curso e apurará as condições em que decorreu o acidente”, criticou Eduardo Cabrita.

Também hoje o Presidente da República apelou a uma justiça com prazos e investigações mais céleres, a propósito deste caso.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o problema não é este caso "estar cinco meses em segredo de justiça", mas sim que "as investigações judiciais, muitas vezes, porque são muito longas, deixam nos portugueses a sensação de que a justiça é lenta, e que é pesada e é complexa", ressalvando que "isso é genérico".

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