O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, assegurou esta sexta-feira que o Governo pretende manter os imigrantes no complexo do Zmar, em Odemira. 

O Supremo Tribunal Administrativo suspendeu a requisição civil do Zmar decretada pelo Governo, no âmbito da providência cautelar interposta pelos proprietários.

Trata-se de uma derrota judicial para o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, depois de ter levado avante a requisição civil e ordenado à GNR que mais de 20 imigrantes fossem transportados para casas desocupadas no Zmar, durante a madrugada de quinta-feira.

Contudo, o ministro assegura que o Governo ainda não foi notificado da providência cautelar interposta pelo advogado de proprietários de casas no Zmar para suspender a requisição civil do complexo.

Desconhecemos, não há nenhuma notificação", afirmou Cabrita, reiterando: "Nunca poderá ser assim. Não há nenhuma decisão".

"Mas se for notificado, o Governo analisará e fará o que é habitual: Os serviços jurídicos da presidência do Conselho de Ministros já foram instruídos para preparar a resolução fundamentada que garante a produção de efeito", adiantou.

Eduardo Cabrita frisou ainda que a vontade do Governo é assegurar a saúde pública: "Vamos continuar a garantir a saúde dos portugueses". 

"A GNR é a garantia da defesa dos Direitos Humanos e da saúde pública", disse o ministro, destacando o papel desta força na cerca sanitária de Odemira, que se traduziu numa redução para cerca de um terço do número de casos desde que a cerca sanitária foi instaurada e na libertação de condições indignas de várias dezenas de cidadãos que contribuem para a economia portuguesa.

Cabrita responde a pedido de demissão: "Coitado do CDS"

Também esta sexta-feira, o presidente do CDS-PP exigiu a demissão do ministro da Administração Interna, na sequência da suspensão da requisição civil do Zmar.

Confrontado pelos jornalistas com as declarações de Chicão, Eduardo Cabrita desvalorizou:

Coitado do CDS, é um partido náufrago. Estamos aqui para salvar os portugueses, não podemos ajudar um partido náufrago"

Rafaela Laja