O ministro da Administração Interna disse esta terça-feira que o relatório de segurança interna de 2019 demonstra que Portugal é “um dos países mais seguros do mundo”, devendo-se “o aumento residual” da criminalidade geral à violência doméstica e burla informática.

Prova certamente alguns indicadores ao qual estamos muito atentos, mas demonstrará que Portugal merece ser considerado o terceiro país mais seguro do mundo porque na criminalidade violenta e grave comprova que 2018 e 2019 são os anos mais seguros desde que existe RASI [Relatório Anual de Segurança Interna] e comprova relativamente à criminalidade geral o crescimento residual de 0,7%”, disse aos jornalistas Eduardo Cabrita no final de uma cerimónia comemorativa do 44.º aniversário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

O ministro ressalvou que o RASI de 2019 ainda “não foi divulgado e será discutido e aprovado hoje à tarde” na reunião do Conselho Superior de Segurança Interna.

O relatório foi divulgado esta terça-feira pelo Correio da Manhã, que dá conta que a criminalidade violenta e grave subiu 3% no ano passado relativamente a 2018, tendo sido registados 14.398 crimes violentos, 40 por dia.

Segundo o RASI, houve mais roubos na via pública, em comércios, mais raptos e sequestros, mais violações, mais agressões graves e mais 'carjackings' (roubos de carros).

O ministro da Administração Interna sublinhou que “o aumento residual” da criminalidade geral se deve fundamentalmente ao crescimento da violência doméstica, que está relacionado com a proatividade policial, e burla informática.

“Os resultados do RASI apontam sempre indicadores que significam prioridades nas estratégias e que demonstram, se compararmos os últimos 10 anos, a consolidação daquilo que é a imagem de Portugal como um dos países mais seguros do mundo”, frisou ainda.

O RASI indica que a criminalidade geral subiu 0,7% em 2019 face a 2018, tendo sido registado um total de mais de 335 mil crimes.

Segundo o relatório, os roubos na via pública foram os crimes violentos que mais subiram em 2019, com quase seis mil casos (mais 627, +11,8%).

/ CE