Assunção Cristas faz apelo à participação em "dia maravilhoso para votar"

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, votou esta manhã, pouco depois das 09:00, na escola secundária de Miraflores, Algés, Oeiras, e fez um apelo às pessoas para usarem este "dia maravilhoso para votar" nas eleições europeias.

Assunção Cristas foi a primeira líder partidária a votar nestas eleições para o Parlamento Europeu.

Aos jornalistas, depois de exercer o seu direito de voto, Assunção Cristas admitiu que as europeias são "difíceis", geralmente com elevada abstenção, mas que está um "dia maravilhoso para votar".

O dia "está bonito", pode-se votar, "ir para a praia" e "depois gozar o dia todo com tranquilidade", afirmou.

Gostaria de apelar para que as pessoas viessem votar. Muitas das coisas que se passam no nosso país são decididas lá fora, em Bruxelas, é muito bom que a nossa voz seja forte e isso acontece quando todos nós vamos votar”, disse.

Apesar de admitir que os portugueses podem olhar Estrasburgo como algo distante, a líder centrista afirmou ser “muito importante" que, "quando se discutem questões tão relevantes a nível mundial que a União Europeia (UE) seja forte, e a UE é forte se os vários países derem força ao Parlamento Europeu”.

Assunção Cristas disse que vai passar o resto do dia em família para, ao fim da tarde, ir para a sede nacional do seu partido, em Lisboa, acompanhar a noite eleitoral destas eleições europeias.

Rui Rio alerta que será “derrota para todos” se abstenção não baixar 

O líder do PSD, Rui Rio, afirmou este domingo que se os níveis de abstenção em Portugal forem idênticos aos das anteriores eleições Europeias isso representa “uma derrota para todos” e “também não é uma vitória para quem não vota”.

O que mais desejo é que os níveis de abstenção baixem um bocado. Não podemos aspirar a que venha para níveis muito baixos mas, se tiverem os níveis que tiveram da outra vez, perto disso ou mais, é uma derrota para todos e também não é uma vitória para quem não vota”, disse Rui Rio em declarações aos jornalistas depois de votar na junta de freguesia de Massarelos, no Porto.

Para o presidente social-democrata, “as pessoas têm 17 partidos à escolha”, para além de poderem optar pelo “voto branco ou nulo”, pelo que “não se justifica” ficarem sem votar.

Quanto ao resultado da noite eleitoral, que vai acompanhar no Porto com o cabeça de lista europeu, Paulo Rangel, Rio afirmou que, “seja qual for está sempre bem, porque é aquilo que o povo quer”.

Estou na política por serviço. O que o povo quiser está certo”, disse.

Rio destacou ainda a importância de votar este domingo para o Parlamento Europeu, porque “a Europa está em nossa casa todos os dias”.

Se pensarmos em decisões que a Europa tomou, ou ajudou a tomar, como a do BES [Banco Espírito Santo] ou do Banif, e no que isso influencia diretamente a nossa vida. Ou se pensarmos nos fundos comunitários, que nos dão desenvolvimento, devemos pensar em aproveitar as oportunidades que temos para ter uma voz na Europa”, vincou.

O presidente do PSD considerou que a mensagem sobre a necessidade de baixar o número de abstencionistas “não passou da forma que devia passar” durante a campanha eleitoral.

Se me perguntar como se faz, nem eu nem os demais protagonistas temos a fórmula mágica”, reconheceu.

Rio notou que o fenómeno não é exclusivo de Portugal e “tem a ver com muitos fatores”.

O social-democrata referiu “a crise” que a Europa atravessa como “uma situação muito mais difícil do que qualquer outro momento, a começar pelo Brexit”.

O presidente do PSD apontou também “alguma falência do sistema partidário e do regime que tem de ser capaz de se rejuvenescer para se aproximar outra vez das pessoas”.

É uma matéria que me preocupa há muito tempo”, lembrou.

Relativamente ao facto de a noite eleitoral do PSD destas eleições Europeias ser realizada no Porto, Rio observou que é do Porto, tal como Paulo Rangel, e que “tanto faz estar em Bragança como estar no Porto ou em Faro”.

Rio revelou que vai passar o dia “em casa”, onde vai “ter de trabalhar” devido a “uma série de intervenções” que tem de preparar para a próxima semana. A expectativa é de tranquilidade, mas, admitiu, “quando chegar ao fim do dia, há sempre alguma expectativa”.

Catarina Martins: "Deixar a uma pequena minoria decisões sobre a vida coletiva é um erro" 

A coordenadora do BE, Catarina Martins, apelou este domingo à participação nas eleições europeias porque é importante usar o poder do voto, avisando que "deixar a uma pequena minoria as decisões sobre a vida coletiva é um erro".

Catarina Martins votou hoje de manhã na Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, tendo chegado pontualmente às 10:00 e votado de imediato, uma vez que não havia qualquer fila na mesa 19.

As decisões só podem ser bem tomadas se as pessoas participarem. Deixar a uma pequena minoria as decisões sobre a nossa vida coletiva é um erro e portanto é muito importante que as pessoas usem o poder que é o do seu voto para participarem nas escolhas que são determinantes sobre os aspetos muito concretos da nossa vida", apelou.

Este pedido, segundo Catarina Martins, é o que "faz toda a gente que acha que a democracia é para levar a sério".

Na democracia todos nós temos uma palavra a dizer sobre o nosso futuro e votar é uma das partes muito importantes de ter voz ou dizer sobre o que vai acontecer", explicou.

A líder bloquista lembrou ainda, a propósito destas eleições, que nos próximos anos serão tomada decisões muito importantes na União Europeia.

Toda a gente percebe como a União Europeia está a viver um período complicado, que há decisões que vão ser determinantes para tomar nos próximos tempos. As decisões serão tão melhores, vão responder tão melhor por quem aqui vive, por quem aqui trabalha quanto mais pessoas forem votar e puderem escolher, usarem o seu poder de escolher o que querem da nossa vida coletiva", disse.

Por isso, Catarina Martins insistiu mais do que uma vez na participação das pessoas nas eleições de hoje.

O apelo que eu faço é esse: que toda a gente venha votar. está um bom dia, mas seguramente há tempo para tudo", reiterou.

A líder do BE aproveitou para "lembrar que pela primeira vez nestas eleições há temos boletim de voto em braille, o que é importante do ponto de vista da inclusão".

Neste momento não há filas, se não sabe do cartão de eleitor não é um problema porque não é preciso o cartão eleitor, basta o número do cartão do cidadão. é fácil saber onde se vai votar e portanto julgo que não há nenhum obstáculo a que alguém exerça o seu direito de voto hoje", destacou.

Na perspetiva de Catarina Martins "estão reunidas as condições para todas as pessoas usarem o seu poder de escolher, que é o seu voto".

O Parlamento Europeu é o órgão da União Europeia que é eleito diretamente pelos cidadãos e portanto é aquele órgão onde os cidadãos podem fazer sentir a sua voz, fazer sentir a sua escolha. Abdicar desse poder seria um erro. O poder dos cidadãos e cidadãs é o que faz a democracia", lembrou.

A democracia tem muitos problemas, assumiu a líder do BE, "mas abdicar daquele poder que temos não resolve nenhum problema, só os aprofunda".

Jerónimo de Sousa: solução para combater abstenção "é participar" 

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, afirmou este domingo que a solução para combater a abstenção nas eleições europeias “é participar”, em particular, os jovens, porque no exercício de voto “também se constrói o futuro”.

Admito que muitos portugueses continuam a ter um distanciamento muito grande em relação à União Europeia, às suas instituições, mas, como digo, a solução é participar [para combater a abstenção]”, referiu o secretário-geral do PCP, falando aos jornalistas depois de votar no Grupo Desportivo de Pirescoxe, em Santa Iria da Azóia, no concelho de Loures.

Jerónimo de Sousa salientou também a necessidade de os jovens combaterem a abstenção, tomando “nas suas mãos o destino”, uma vez que através do voto “também se constrói o futuro”.

Utilizando como exemplo o Grupo Desportivo de Pirescoxe - onde vota desde as primeiras eleições em Portugal após o 25 de Abril - o dirigente comunista referiu que “sempre esta terra teve um grande grau de participação [em eleições], incluindo dos jovens”, algo que, “de facto, é positivo” e uma “coisa rara”.

O secretário-geral do PCP considerou que a “consciência que não está totalmente apurada” em relação à União Europeia é o grande motivo para as elevadas percentagens de abstenção, mas a “solução deve ser ao contrário”.

Os portugueses têm nas mãos as suas escolhas e que o façam participando neste ato eleitoral”, advogou, acrescentando que maior participação significa que os portugueses podem “ter vozes no Parlamento Europeu”.

Jerónimo de Sousa também garantiu que, dentro da família, ninguém vai perder a oportunidade de participar nas eleições europeias: “A minha mulher e eu estivemos a fazer tarefas comuns, eu vim à frente [para votar], ela cá estará. A outra filha não vota aqui, mas vai, posso garantir que vai”.

André Silva pede aos portugueses que "cumpram o seu dever cívico" 

O líder do PAN votou esta manhã numa escola secundária nos Olivais, em Lisboa, e apelou aos portugueses para que “cumpram o seu dever cívico” e não deixem que “os outros possam escolher por si” nas eleições europeias.

André Silva chegou sozinho à Escola Secundária António Damásio, tendo votado cerca das 09:30 na secção 1, numa altura em que era reduzida a afluência às urnas.

Em declarações à agência Lusa, depois de exercer o direito de voto, o líder do partido e único deputado ao parlamento português eleito pelo Pessoas-Animais-Natureza (PAN) disse esperar que a abstenção seja “o mais reduzida possível”, pelo menos “mais reduzida do que há cinco anos”.

André Silva salientou que “todas as forças políticas”, assim como o PAN, apelaram ao longo das últimas semanas aos portugueses para que “cumpram o seu dever cívico e que acima de tudo não deixem que os outros possam escolher por si numas eleições que são tão importantes”.

Cada vez mais as instituições europeias tomam medidas importantes, estruturantes, definidoras da nossa vida para os próximos anos”, sublinhou.

O líder do PAN observou que estas eleições acontecem numa altura em que há um “contexto político e social extremamente importante e delicado”.

Questionado sobre se o dia de sol e as temperaturas elevadas poderiam contribuir para uma abstenção elevada, disse que não.

São cinco minutos, eu não gastei mais do que cinco minutos a votar”, disse, contando que de seguida ia para a praia “apanhar duas, três horas de sol”.

 

Vou relaxar, mas antes disso, é possível, e foi isso que fiz, vir aqui e despender apenas de cinco a sete minutos para votar”, disse André Silva.

As eleições em Portugal “estão extremamente bem organizadas, não há filas e, portanto, é possível fazer tudo hoje e também votar e é muito importante fazer cumprir esse dever cívico”, sublinhou.

Sobre onde vai assistir aos resultados das eleições, disse que será na sede do PAN, na Avenida Almirante Reis, em Lisboa.

Cerca de 10,7 milhões de eleitores são hoje chamados a eleger os 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu, numas eleições a que concorrem 17 listas.

Votam para as eleições ao Parlamento Europeu cerca de 400 milhões de cidadãos dos 28 países da União Europeia, que elegem, no total, 751 deputados.