O Presidente da República realizou esta quarta-feira a primeira ronda de reuniões com os partidos, "no quadro dos contactos regulares com os partidos políticos com representação parlamentar" e questionou os líderes sobre a melhor data para as eleições legislativas do próximo ano.

Marcelo Rebelo de Sousa fixou reuniões por ordem crescente de representação na Assembleia da República, tendo recebido PAN, PEV e PCP entre as 14:00 e as 16:00 de hoje, e depois BE, CDS-PP, PS e PSD entre as 14:00 e as 17:00 de quinta-feira.

O PAN defendeu a realização das eleições legislativas em 6 de outubro, enquanto o PEV apontou as datas de 6 e 13 como as mais indicadas. 

De acordo com a nossa perspetiva, [as legislativas] devem ocorrer a 6 de outubro, primeiro domingo de outubro. Permite, por um lado, 15 dias de distância com a data provável das regionais da Madeira e, por outro, não conflitua com o 5 de Outubro, não teremos uma ponte, seria o dia de reflexão eleitoral”, defendeu André Silva, que esteve acompanhado no Palácio de Belém por Francisco Guerreiro, membro da Comissão Política Nacional do partido Pessoas-Animais-Natureza.

No final de uma audiência de mais de uma hora com Marcelo Rebelo de Sousa, a deputada e dirigente do PEV Heloísa Apolónia revelou que o partido indicou estas duas datas ao chefe de Estado, sem preferência por uma delas.

Mesmo a esta distância, de acordo com a avaliação que fizemos, designadamente do afastamento necessário das legislativas da Madeira e o necessário período de esclarecimento e debate de ideias, indicámos as datas de 6 ou 13 de outubro”, afirmou.

O PCP escusou-se a adiantar uma data preferida para a realização das legislativas, defendendo que, no período entre 22 de setembro e 13 de outubro, se devem realizar quer estas eleições, quer as regionais da Madeira.

Cabe ao Presidente da República marcar essas eleições. Não nos pronunciamos sobre datas concretas, embora deva haver o objetivo de não aproximar muito eleições que são totalmente diferentes, com objetivos diferentes, e também não serem antecipadas em excesso”, defendeu o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.