O PSD/Madeira considerou esta segunda-feira que a perda da maioria absoluta do PS nas eleições de domingo nos Açores são também “uma derrota do primeiro-ministro”, que, segundo a estrutura partidária, tem vindo a fazer uma discriminação entre as duas regiões.

Também é, sem dúvida, uma derrota do primeiro-ministro António Costa, que, mesmo discriminando de forma positiva e fortemente este arquipélago em relação à Madeira, não conseguiu manter a maioria, nem tampouco reforçar a votação no seu partido”, declaram os sociais-democratas madeirenses em comunicado.

Na nota, é realçado o facto de o PS, partido que governa os Açores há 24 anos, “ter perdido a maioria absoluta” e sublinha-se que o resultado “revela a vontade do povo, […] sempre soberana”.

O PSD/Madeira “reconhece e valoriza a evidente afirmação do projeto social-democrata como alternativa política nos Açores, afirmação essa que decorre dos resultados das eleições regionais”.

Este resultado, acrescenta, “deve servir de incentivo ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo PSD/Açores” e que “deve a partir de agora ser intensificado, rumo às autárquicas e à sua consolidação, pela vitória nas próximas regionais”.

Os sociais-democratas madeirenses reconhecem o “exemplo de cidadania que resulta da participação ativa da população açoriana” nestas eleições regionais e “a consequente redução da taxa da abstenção face a 2016”, naquele que “foi o primeiro ato eleitoral realizado em plena pandemia covid-19”.

No seu entender, foi “um exercício democrático que merece especial menção”.

Nas últimas eleições regionais de 2019 na Madeira, o PSD, que sempre governou esta região autónoma, também perdeu a maioria absoluta que sempre detivera e formou coligação com o CDS-PP.

O PS venceu as eleições legislativas regionais dos Açores de domingo, mas perdeu a maioria absoluta que tinha no parlamento da região desde 2000.

Os socialistas elegeram 25 deputados, menos cinco do que há quatro anos, e o PSD, o segundo partido mais votado, conseguiu 21 mandatos, mais dois do que em 2016.

O CDS-PP continua a ser o terceiro partido com maior representação no parlamento regional, mas perdeu um dos quatro mandatos conquistados há quatro anos.

O quarto partido mais votado foi o Chega, que pela primeira vez concorreu às legislativas regionais e elegeu dois deputados, o mesmo número de mandatos conseguidos pelo BE (mantendo o resultado de 2016).

O PPM duplicou a sua representação parlamentar e passa a ter dois deputados (um deles eleito em coligação com o CDS-PP).

As eleições dos Açores de domingo marcam ainda a entrada pela primeira vez no parlamento regional da Iniciativa Liberal (um) e do PAN (um).

Por outro lado, o PCP deixa de estar representado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

A abstenção foi de 54,58%, a segunda maior de sempre, mas inferior à verificada há quatro anos (59,16%).

/ LF