Onze candidaturas apresentaram os nomes que vão encabeçar este mês a corrida à Câmara do Porto, liderada há oito anos pelo independente Rui Moreira, depois de as vitórias das eleições em democracia terem pertencido até então a listas de partidos.

Rui Moreira, o independente que se recandidata sem "promessa de obras faraónicas”

Com 10 adversários anunciados na corrida à presidência do município, Rui Moreira, que governa a autarquia desde 2013, rejeita para um terceiro mandato a “promessa de obras faraónicas” para nortear o seu projeto para a cidade.

Recandidata-se com o lema “Aqui Há Porto” e com o apoio do CDS-PP, da Iniciativa Liberal, do Nós, Cidadãos!, do MAIS – Movimento de Cidadania Independente e do Partido da Terra - MPT para “continuar a preservar a essência daquilo que o Porto é”.

Com um orçamento de 316 mil euros, a campanha do movimento independente de Rui Moreira deverá ser a mais cara do país nestas eleições autárquicas, segundo dados da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.

Em 2013, com o apoio do CDS, que conquistou um vereador, Rui Moreira foi o primeiro independente (de um grupo de cidadãos) eleito presidente desta autarquia, com 39,25% dos votos.

Em 2017, com uma candidatura assente em “contas à moda do Porto”, conseguiu 44,5% dos votos, conquistando a maioria absoluta Câmara Municipal, com sete mandatos.

Vladimiro Feliz, o engenheiro "confiável" escolhido pelo PSD

Vladimiro Feliz, o engenheiro “confiável” e “leal” que Rui Rio escolheu para a corrida ao município do Porto, conhece os cantos à casa a que se candidata pelo PSD e quer tirar a cidade “do modo de câmara lenta”.

Vladimiro Cardoso Feliz nasceu no Porto, em 1973, cidade onde cresceu e se formou em Engenharia Mecânica, opção de gestão de produção, na Universidade do Porto.

Hoje, é diretor de Sistemas de Informação e responsável pela área de Smart Cities no Centro de Engenharia e Desenvolvimento (CEiiA), em Matosinhos, funções que o fazem “muito feliz”.

Adepto de música, cinema, gastronomia, viagens e desporto, Vladimiro Feliz dedicou também parte da sua vida à gestão e “causa pública”, num percurso profissional que oscilou entre o setor privado, público e não lucrativo.

Casado e com um filho, o engenheiro 'congela' agora “uma etapa da vida” para se candidatar a uma autarquia que conhece “bem” e na qual exerceu funções de vereador e vice-presidente durante dois dos três mandatos de Rui Rio como presidente da Câmara.

Entre 2006 e 2013, foi vice-presidente e vereador da Educação, Juventude e Inovação, do Ambiente e Serviços Urbanos e do Turismo, Inovação e Lazer.

A sustentabilidade social, económica e ambiental são algumas das prioridades da sua candidatura, até porque considera que o Porto precisa de “uma visão de futuro para o novo desafio pós-pandémico”.

Tiago Barbosa Ribeiro, o socialista que ambiciona contrariar a perda de habitantes

Tiago Barbosa Rodrigues, de 38 anos, líder da concelhia do Porto do Partido Socialista (PS) e candidato à presidência da Câmara Municipal, quer contrariar a “perda acelerada de habitantes, jovens, riqueza, vitalidade e força” na cidade.

Natural do Porto, cidade onde nasceu em 19 de setembro de 1983, Tiago Barbosa Ribeiro quer uma cidade onde “a classe média possa voltar a viver”.

Licenciado em Sociologia pela Universidade do Porto e graduado em Gestão pela Porto Business School, o candidato frequenta atualmente o mestrado em Economia e Políticas Públicas no Instituto Superior de Engenharia e Gestão (ISEG), em Lisboa.

Atualmente é quadro superior da empresa EFACEC, onde já teve responsabilidades ao nível da internacionalização, estando neste momento de licença sem vencimento para o exercício do mandato de deputado na Assembleia da República em regime de exclusividade.

Divorciado e com uma filha de 7 anos, Tiago Barbosa Ribeiro é membro da Comissão Política Nacional do PS, deputado na Assembleia Municipal do Porto e foi membro da Assembleia de Freguesia do Bonfim.

Deputado desde 2015, eleito pelo círculo eleitoral do Porto, é coordenador dos deputados socialistas na Comissão de Trabalho e Segurança Social na Assembleia da República desde então. Paralelamente, integrou o Grupo de Trabalho de Combate à Precariedade e o Grupo de Trabalhado para a Revisão das Leis Laborais, coordenando, mais recentemente, o Grupo de Trabalho sobre o Teletrabalho.

Integra a Comissão Eventual da Assembleia da República para o acompanhamento da aplicação de medidas de resposta à pandemia da covid-19 e do processo de recuperação económica e social, tendo integrado a Comissão Permanente da Assembleia da República.

Para a ‘invicta’, quer “uma cidade com mais habitação”, propondo um plano para “captar fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para construção de nova habitação ao abrigo do 1.º Direito” e “captar edifícios e terrenos desocupados do Estado”. Pretende ainda “mobilizar terrenos do município”, através da reconversão de unidades de alojamento local em arrendamento residencial de longa duração.

Sérgio Aires, o sociólogo em quem o BE aposta para conquistar um vereador

Com um percurso profissional e pessoal dedicado ao combate à pobreza, o sociólogo Sérgio Aires, de 52 anos e não militante, é a aposta do Bloco de Esquerda para tentar conquistar um vereador na Câmara Municipal do Porto.

Nascido em Massarelos, no Porto, Sérgio Aires licenciou-se em Sociologia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), no tempo pré-Bolonha. 

Aos 17 anos comprou a primeira máquina fotográfica, paixão e “escape” que mantém até hoje, e já publicou diversos trabalhos. O gosto pela fotografia veio a aliar-se à profissão, sobretudo por ser “outra forma de observação da pobreza”, mas que “vai além dela”.

Entre 1994 e 1998 integrou o gabinete de investigação da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN Portugal), da qual foi coordenador nacional. Em Portugal, ajudou a fundar a Rede Europeia Anti-Racista e a Rede Europeia SASTIPEN (Saúde e Comunidades Ciganas) quando ainda “pouco ou nada se sabia o que eram redes” no país.

Entre 2006 e 2018 foi diretor do Observatório de Luta contra a Pobreza na cidade de Lisboa, entre 2012 e 2018 presidiu à European Anti-Poverty Network, e entre 2017 e 2019 foi consultor do Governo dos Açores para a definição de uma estratégia regional de combate à pobreza.

Hoje, exerce funções como assessor no Parlamento Europeu, cargo que considera “muito desafiante”.

No topo das prioridades para o Porto, o sociólogo coloca o “combate à pobreza e às desigualdades”, com enfoque especial em habitação, saúde, desafios demográficos e justiça climática: “Não é com a pobreza que estou obcecado, é com a democracia”, referiu.

O combate às alterações climáticas, através da criação de espaços verdes, a promoção dos modos suaves de transporte e a priorização do transporte público são também objetivos do BE.

Ilda Figueiredo, a vereadora a quem a CDU volta a confiar a defesa da cidade

Ilda Figueiredo, de 72 anos, é a vereadora em quem a CDU (PCP/PEV) reitera confiança no confronto partidário à Câmara do Porto para defender “a alma da cidade”, as “suas gentes”, “cerzir feridas” e reforçar a coligação.

Ilda Figueiredo nasceu em 30 de outubro de 1948, no Trovistal, em Oliveira do Bairro (Aveiro). Lá passou a sua infância e juventude, mas, como contou à Lusa, cedo se mudou para Vila Nova de Gaia, cidade vizinha do Porto onde atualmente vive com o marido.

Mãe de três filhos e avó de quatro netos, licenciou-se em Economia pela Universidade do Porto, foi professora e trabalhou como técnica no Sindicato dos Trabalhadores Têxteis do Porto e na União dos Sindicatos do Porto/CGTP.

Filiou-se no PCP, partido pelo qual, em 1979, se viria a estrear, pelo círculo do Porto, como deputada na Assembleia da República. Deixou o cargo em 1991, depois de várias vezes reeleita.

Foi também deputada no Parlamento Europeu, onde esteve mais de 10 anos. Em 2012, deixou Bruxelas para se candidatar à presidência da Câmara de Viana do Castelo, tendo sido eleita vereadora em 2013. Quatro anos depois suspendeu o mandato para se dedicar à campanha no Porto, onde desde então exerce funções como vereadora sem pelouro.

Apesar do vasto percurso na política, Ilda Figueiredo diz que, sempre que pode, se dedica à escrita, à poesia, ‘hobby’ que já lhe valeu a publicação de mais de seis livros.

Candidata-se pela terceira vez no concelho com o intuito de “defender a alma da cidade”, tendo como principal prioridade a habitação e combater a especulação imobiliária, que “a Câmara não soube tratar a tempo”.

Preocupada com que a identidade da cidade ‘invicta’ possa ser “posta em causa”, diz ser altura de “defender as suas gentes” – travando a “expulsão daqueles que são a alma da cidade”.

A criação de respostas ao nível dos programas de ocupação de tempos livres, da cultura e do desporto que “cubram toda a cidade”, bem como a criação de mais equipamentos de proximidade, nomeadamente nos bairros sociais, são outras das prioridades.

António Fonseca deixa Junta para responder aos flagelos da cidade pelo Chega

António Fonseca, de 62 anos, deixa o cargo de presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto para, pelo Chega, entrar na corrida à presidência da Câmara Municipal e dar “resposta aos flagelos sentidos” na cidade.

Nascido em 04 de setembro de 1959 em Massarelos, no Porto, o atual, António Fonseca tem experiência profissional na área dos transportes internacionais, seguros, publicidade, animação e restauração.

Em 2009, foi eleito secretário do executivo da extinta Junta de Freguesia de São Nicolau. Ocupou o cargo até 2013, ano em que, pelo movimento independente “Rui Moreira: Porto, O Nosso Partido”, foi eleito presidente da União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória.

Pelo movimento independente voltou a conquistar, em 2017, a presidência da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, cargo que ocupa até aos dias de hoje.

A par do percurso político, António Fonseca é presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto e da Associação dos Afetados por Calamidades e Intempéries (AAIC), bem como vice-presidente da Federação Portuguesa de Futsal.

Solteiro e com um filho, o candidato tem como principais 'hobbies' passear ao ar livre, ouvir música, literatura e cinema.

Ação social, habitação, emprego e mobilidade são os quatros eixos em que se centra o seu projeto autárquico para o Porto, cidade onde quer, disse à Lusa, “dar resposta aos flagelos sentidos”.

No Porto, António Fonseca pretende “dar continuidade aos bons projetos, resolver o que está mal e projetar uma cidade sustentável, limpa, autónoma, acolhedora e sempre ao serviço das pessoas”.

Sob o lema “Pelo Porto, com alma para mudar”, o cabeça de lista propõe a criação de um gestor de família, figura que pretende que apoie o “acesso a habitação digna, o desenvolvimento pessoal e profissional de cidadãos infoexcluídos”, bem como a reintegração das pessoas em condição de sem-abrigo.

Bebiana Cunha, a escolha do PAN para a cidade ter pela primeira vez uma presidente

Bebiana Cunha, líder parlamentar do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) e deputada municipal, é a escolha do partido na corrida à presidência da Câmara Municipal do Porto para, pela primeira vez na História, a cidade ter “uma presidente no feminino”.

Nascida em 25 de dezembro de 1985 na freguesia da Sé, no Porto, Bebiana Cunha contou à Lusa que se candidata à autarquia com esse desejo: “Ter na história do Porto, pela primeira vez, uma presidente no feminino".

Com um mestrado em Psicologia pela Universidade do Porto, Bebiana Cunha exerceu psicologia comunitária, da educação e clínica durante 11 anos, tanto em contexto público como privado.

Em 2017, foi eleita deputada na Assembleia Municipal do Porto, resultado da primeira candidatura do PAN à cidade, tendo assumido o compromisso, diz, “com elevado sentido de responsabilidade”.

Em 2019, foi eleita deputada na Assembleia da República pelo círculo do Porto e, em 2021, eleita presidente do grupo parlamentar do partido.

A par da vida política, sempre que tem momentos livres Bebiana Cunha, que gostava de um dia voltar a praticar a arte marcial ‘yoseikan budo’, dedica-se a cuidar e plantar carvalhos, bem como outras espécies autóctones, num terreno que decidiu reflorestar.

Para o Porto, a candidata, que ao longo dos últimos quatro anos foi “uma só voz” na Assembleia Municipal, diz apresentar “soluções concretas aos problemas atuais” da crise climática e também relativos a acesso a habitação, economia local, direitos sociais, proteção animal e ambiental.

Considerando que a cidade precisa de "estimular a economia local" e apostar num "turismo de qualidade e responsável", o projeto de Bebiana Cunha propõe a criação de um conselho municipal de habitação e uma estratégia local para “dar respostas concretas com objetivos reais aos problemas”.

Bruno Rebelo, candidato do Ergue-te!, pretende levar a cidade a “bom porto”

Bruno Rebelo, de 38 anos, concorre pelo partido Ergue-te! à presidência da Câmara Municipal do Porto para tornar a gestão autárquica “limpa, clara e transparente” e, como refere o lema da candidatura, “levar a ‘invicta’ a bom porto”.

Bruno Rebelo nasceu em 23 de agosto de 1983, em Lisboa, no bairro da Mouraria, onde viveu até aos 20 anos. Dali, mudou-se para Odivelas, concelho onde viveu 10 anos e onde coordenou o núcleo local do partido antes de se estabelecer em Vila do Conde. Ficou definitivamente na cidade nortenha em 2018.

Militante do Ergue-te! desde 2008, Bruno Rebelo, solteiro e sem filhos, é membro do Conselho de Jurisdição Nacional, coordenador do partido no distrito do Porto e vogal da Comissão Política Nacional.

Em 2017, foi cabeça de lista do partido à Câmara de Odivelas, nas eleições legislativas de 2015 foi cabeça de lista pela Guarda – distrito onde tem as suas raízes familiares – e, em 2019, por Viana do Castelo.

Sub-responsável numa empresa de distribuição alimentar, assume agora a candidatura ao Porto com um conjunto de propostas "livre dos vícios dos partidos do sistema e da castradora sujeição aos dogmas do socialismo e liberalismo".

A ética na gestão autárquica, a salvaguarda da identidade portuense, a defesa da justiça social, o urbanismo e a mobilidade, e a segurança são os cinco pilares do seu projeto autárquico.

Outro dos seus objetivos é "pedir ao Tribunal de Contas uma auditoria a todos os contratos feitos pela autarquia nos últimos anos".

Para o Porto projeta também a criação de um fórum que permita escutar os empresários da cidade e as associações representativas, em articulação com a Câmara e as Juntas de Freguesia.

Diamantino Raposinho, a aposta do Livre para enfrentar "os grandes desafios"

Diamantino Raposinho, de 36 anos e investigador em Ciência Política, concorre pelo Livre à presidência da Câmara do Porto para ajudar a cidade a enfrentar “os grandes desafios do século” e propor um “caminho alternativo”.

Natural de Vila Nova de Gaia, Diamantino Raposinho candidata-se também à Câmara do Porto para “defender os valores, princípios e programa” do Livre, contou à Lusa.

Defendendo uma “mudança de paradigma na governação da cidade”, o candidato quer ajudar o Porto, cidade onde atualmente vive, a enfrentar “os grandes desafios do século XXI”, nomeadamente as alterações climáticas, as desigualdades sociais e “erosão da democracia portuguesa”.

A desenvolver a tese de doutoramento em Ciência Política, o cabeça de lista, que mantém como ‘hobbies’ ler, conviver com os amigos e andar de bicicleta, foi também arqueólogo.

Em 2016, participou no Movimento Democracia na Europa 2025 (DiEM25), através do qual acabou por ser candidato do Livre nas eleições europeias de 2019.

O projeto autárquico que apresenta ao Porto, diz, tem “prioridades claras” no âmbito da descarbonização, combate às desigualdades, acesso à habitação e desenvolvimento de novas formas de democracia participativa.

André Eira, o diretor financeiro que quer mostrar à cidade o espírito do Volt

André Eira, de 46 anos, é diretor financeiro e concorre à presidência da Câmara Municipal do Porto para mostrar o “espírito” do Volt Portugal, um partido pan-europeu que “não se revê na dicotomia da esquerda ou direita”.

André Eira nasceu em 03 de junho de 1975, na Figueira da Foz, distrito de Coimbra, cidade onde viveu até aos 17 anos, altura em que, contou à Lusa, se mudou para o Porto para estudar e ir ao encontro das suas raízes familiares.

Quis seguir a “tradição familiar” do pai e da mãe - ambos licenciados em Economia – e, em 1993, entrou para a Faculdade de Economia da Universidade do Porto, onde viria a licenciar-se em Gestão, “curso que sempre quis”. Ainda na faculdade, foi um dos fundadores da equipa de râguebi, desporto que praticou e do qual ainda hoje é “grande adepto”.

Sempre ligado à área financeira, o seu percurso profissional passou pelo Barclays, pelo setor de construção e pelo setor do calçado, exercendo agora o cargo de diretor financeiro da North Travel.

O percurso por empresas multinacionais, tanto em Portugal, como no estrangeiro (França, Inglaterra e Espanha), cedo lhe despertou a “admiração” pela União Europeia e lhe mostrou a “importância do bloco económico e de uma Europa integrada”.

Hoje, é presidente da distrital do Porto do Volt Portugal (VP), movimento que surgiu em Portugal no final de 2017 e que, em junho de 2020, se tornou na 25.ª força política no país.

Pai de três meninas e a viver em união de facto, André Eira candidata-se à Câmara Municipal do Porto para “mostrar aos cidadãos o espírito do Volt”, partido que “não se identifica com a dicotomia da esquerda ou direita” e que “vai buscar o melhor dos dois mundos”, priorizando o pragmatismo na tomada de posições, “independentemente da ideologia”.

Para o Porto, cidade de que diz “conhecer bem o sentimento e alma, mas também os problemas que afetam diariamente”, propõe uma “mudança no paradigma da sua gestão autárquica”.

Diogo Araújo Dantas, o economista do PPM que pretende “ressuscitar” a cidade

Diogo Araújo Dantas, de 46 anos, é o economista em quem o Partido Popular Monárquico (PPM) confia como candidato à presidência da Câmara Municipal do Porto para fazer “ressuscitar” a cidade, num ano em que o partido concorre sozinho.

Natural do Porto, Diogo Araújo Dantas passou a sua infância e a adolescência no concelho vizinho de Matosinhos, tendo-se mudado aos 18 anos para a cidade ‘invicta’, onde atualmente reside com a mulher e a filha.

Licenciado em Economia pela Universidade Portucalense, na época pré-Bolonha, começou, em 2005, a trabalhar na área de apoio à gestão e economia.

Hoje, ‘ganha a vida’ na área da segurança, emprego que começou por ser temporário e para “pagar as contas”, mas que mantém há três anos e que diz que lhe “dá tempo para refletir”.

O seu percurso político começou na Juventude Monárquica Portuguesa (JMP). Passou pelo Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) e pelo Nós, Cidadãos!, partido que representou como ‘número dois’ no círculo do Porto nas mais recentes legislativas.

No final de 2020, foi convidado pelo presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira, a coordenar o distrito do Porto, cargo que ainda hoje exerce. Aceitou o convite por considerar que Gonçalo da Câmara Pereira “não é um político, mas sim um homem de bem que quer servir o país”.

A par da escrita, mantém como 'hobbies' o xadrez e o ‘krav maga’, uma arte marcial israelita.

Para o Porto – “cidade que resistiu a invasões e cercos, mas que não resistiu às sucessivas governações que venderam a cidade a interesses estrangeiros” - traça sete eixos estratégicos: ambiente, defesa do património, ação social, segurança, habitação, trânsito e cultura.

Estas são ‘bandeiras’ para as quais acredita ter “respostas consistentes e realistas” e que passam, sobretudo, por “reorganização, gestão criteriosa e implementação escrupulosa”.

 

Redação / com Lusa