A líder do CDS-PP defendeu hoje o voto moderado, nos centristas, nas legislativas de outubro, relativizou cenários de crise política, mas alertou para o “grande risco” de Portugal “virar completamente à esquerda.

Apesar de desvalorizar as sondagens, algumas das quais admitem um cenário de um parlamento com dois terços de deputados das esquerdas, Assunção Cristas afirmou, em entrevista à Antena 1, que “uma inclinação muito grande à esquerda” introduziria “um grande desequilíbrio no sistema político-partidário”.

Traduzindo, a presidente centrista sublinhou que, se isso acontecesse, a esquerda poderia fazer “uma revisão constitucional à esquerda” ou a nomeação de juízes para o Tribunal Constitucional, de cargos na área da justiça, como os conselhos superiores.

“Nós veríamos uma situação inédita de um país completamente virado à esquerda, com grande risco”, afirmou, em entrevista à Antena 1, conduzida por Natália Carvalho, Assunção Cristas, que disse não acreditar muito nesse cenário avançado pelos estudos de opinião.

A líder do CDS relativizou os cenários de crise pós-eleições e o ambiente de tensão entre os partidos que apoiaram, no parlamento, o governo minoritário do PS nos último quatro anos, que disse tratar-se de uma “dramatização normal” de António Costa em período pré-eleitoral.

Porque “quem se entendeu no passado entende-se no futuro com muita facilidade”, disse, quanto a uma eventual reedição de um entendimento à esquerda.