O porta-voz democrata-cristão disse esta terça-feira que o CDS-PP estará «empenhado» na reeleição de Cavaco Silva, e afirmou que seria desejável, caso vença as eleições, que possa ajudar o país «a sair da situação delicada» em que se encontra, escreve a Lusa.

«Conhecida a decisão do professor Cavaco Silva, a direcção nacional do CDS proporá amanhã mesmo [quarta-feira] no seu Conselho Nacional extraordinário o seu apoio. Trata-se de uma candidatura de que o país necessita e na qual o CDS, se o Conselho Nacional nos der esse mandato, estará empenhado», afirmou.

Para Nuno Magalhães, «seria desejável que, dentro daquilo que são as competências atribuídas e definidas na Constituição da República, que o Presidente da República pudesse reforçar o contributo para ajudar Portugal a sair desta situação delicada em que se encontra».

«Nós conhecemos os poderes e as competências do Presidente da República mas não desconhecemos aquilo que pode ser a sua magistratura de influência», reforçou.

O porta voz do CDS-PP disse ver a recandidatura do actual presidente como «nacional e supra partidária», e que, «também por esta razão», a direcção do partido «recomendará a concentração do voto» em Cavaco Silva «de modo a vencer com clareza o candidato apoiado pelo PS e pelo BE», Manuel Alegre.

«Apoio inequívoco» do PSD

Também a Comissão Permanente do PSD saudou a recandidatura de Cavaco Silva e anunciou a convocação de uma reunião do Conselho Nacional social-democrata para lhe declarar «apoio inequívoco».

«O PSD congratula-se com a apresentação da recandidatura do senhor professor doutor Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República, que saúda veementemente», afirma a direcção social-democrata presidida por Pedro Passos Coelho, num comunicado enviado à comunicação social.

No mesmo comunicado, o PSD anuncia que vai «propor ao Conselho Nacional convocado para este efeito o apoio inequívoco a esta candidatura suprapartidária, protagonizada por uma figura ímpar nas suas qualidades de estadista e com provas dadas na defesa intransigente do país, cujo prestígio interno e externo são contributo determinante para a credibilidade de Portugal».

De acordo com a direcção social-democrata, «a dificílima situação interna em que se encontra Portugal exige ética, conhecimento, experiência e rigor».

«O exemplo do senhor professor doutor Aníbal Cavaco Silva transformam-no na referência primeira de Portugal, que precisa de se rever no mais alto magistrado da nação, de que deu testemunho no exercício do seu mandato», considera a Comissão Permanente do PSD.

Já o vice-presidente do PSD, Marco António Costa, considerou que a recandidatura de Cavaco Silva era ansiada por todos, acrescentando que ele é o candidato melhor colocado para garantir «independência, rigor e competência» no cargo.

Questionado pelos jornalistas à margem de uma conferência organizada pela distrital do PSD/Porto sobre o Orçamento do Estado para 2011, Marco António Costa respondeu que «não existem dúvidas» que Cavaco Silva é o candidato presidencial social-democrata.