O primeiro-ministro afirmou hoje que, se vencer as próximas eleições legislativas, recandidata-se à liderança do PS em 2023, mas sairá de secretário-geral se as perder, já que considera que se abrirá então um novo ciclo político.

António Costa esclareceu estes pontos sobre o seu futuro político após as eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro próximo numa entrevista à RTP, em São Bento, conduzida pelo jornalista António José Teixeira.

Questionado se vai recandidatar-se à liderança do PS em 2023, caso vença as próximas eleições e volte a formar Governo, o líder dos socialistas respondeu: “Obviamente, se estiver em funções como primeiro-ministro, claro que me candidato à liderança do PS".

Já confrontado com o cenário de uma derrota eleitoral do PS em 30 de janeiro próximo, António Costa declarou: "Se perdesse as eleições, é evidente que não ficaria na liderança do PS". 

Isso significaria abrir um novo ciclo de governação. Quem está há seis anos como primeiro-ministro em funções, como eu tenho estado, com muita honra em servir Portugal e os portugueses em momentos tão difíceis como estes que vivemos, quando chegamos a esta fase, os portugueses conhecem-me, sabem quais são os meus defeitos, espero que saibam também quais são as minhas qualidades e, portanto, decidirão livremente. E eu acho que os portugueses saberão julgar tudo e decidir o que é que querem para futuro”, afirmou.

Costa não exclui novo entendimento à esquerda

O primeiro-ministro recusou esta segunda-feira que uma maioria absoluta do PS seja perigosa para a democracia, mas assumiu que se os socialistas não a alcançarem nas eleições procurará um entendimento “duradouro” com os parceiros de esquerda.

Estas posições foram transmitidas por António Costa em entrevista à RTP, a primeira desde o chumbo do Orçamento para 2022, que levou o Presidente da República a dissolver o parlamento e a convocar eleições legislativas antecipadas para 30 de janeiro de 2022.

“Peço o voto dos portugueses para uma solução estável para quatro anos de Governo. Com ou sem maioria [absoluta], não deixarei de dialogar”, declarou o líder do PS, numa entrevista conduzida pelo jornalista António José Teixeira.

Logo a seguir, confrontado com um cenário em que o PS sai das próximas eleições legislativas novamente com uma vitória com maioria relativa, António Costa respondeu: “Procurarei um entendimento duradouro com os nossos parceiros”, disse, numa alusão ao Bloco de Esquerda, PCP e PEV.