A campanha presidencial de Fernando Nobre ganhou ânimo com a divulgação de uma sondagem que o coloca perto de Manuel Alegre nas intenções de voto e esta quarta-feira o candidato esteve à vontade entre «o verdadeiro povo», escreve a Lusa.

A sondagem da TSF/Diário Económico/Marktest que dá 12,7 por cento a Nobre e 15 a Alegre levou mesmo o candidato a desafiar o seu adversário socialista para que desista em seu favor na segunda volta.

O facto de Cavaco ter 61 por cento na mesma sondagem não pareceu para já desanimar Nobre, que continua a dizer que vai «surpreender» no domingo.

Para a candidatura, as coisas correm nitidamente melhor do que durante a primeira semana de campanha, quando se multiplicaram as iniciativas em que o candidato andava na rua com mais jornalistas que apoiantes em sua volta.

Hoje, nos mercados de Coimbra e da Nazaré, Fernando Nobre foi recebido em festa pelos seus apoiantes e recebeu muitos votos, a maior parte de boa sorte para as eleições.

Fernando Nobre está também diferente no contacto com as pessoas e já não fala apenas quando falam consigo, como aconteceu no início da campanha, quando justificou essa postura com o argumento do «respeito pela privacidade» dos eleitores.

A «falange» de jovens que tem acompanhado o candidato para todo o lado também está mais agitada: arranjou um megafone e não quer outra coisa que não gritar palavras de ordem, às vezes até abafar a conversa de Fernando Nobre.

«Desejo-lhe uma grande vitória», disse-lhe um vendedor no mercado da Nazaré, observando que antes do início da campanha eleitoral estava «muito renitente» quanto às hipóteses de Nobre ter um bom resultado mas admitindo ter agora «a impressão de que está a conseguir».

Uma idosa disse-lhe apenas: «vai correr tudo bem, não vai, meu amor?...Gosto de si».

Fernando Nobre, que continua a dizer que vai vencer Cavaco Silva e que vai à segunda volta das eleições, defendeu que «na rua é que está o verdadeiro povo, trabalhador e humilde», afirmando que se for eleito, fará a mesma vida de sempre.

«Quero ouvir as pessoas e continuarei a frequentar os cafés que frequento e a andar a pé pelas ruas. Não tenho medo que ninguém me faça mal e não vou precisar de ter dez seguranças», assegurou.

Uma peixeira na Nazaré foi ao encontro dos argumentos que Nobre tem utilizado em campanha, pedindo-lhe para «atirar com esta quadrilha fora», afirmando que «já chega» dos candidatos apoiados pelos partidos.
Redação / PP