O candidato à liderança do PSD Rui Rio afirmou esta sexta-feira acreditar numa vitória nas eleições de dia 11, “eventualmente até na primeira volta”, notando que, se perder, “não há desespero nenhum”.

A vitória não é garantida em eleição nenhuma, portanto aqui também não é. O que eu penso é que o mais normal é ganhar, eventualmente ganhar até à primeira volta. Mas, se não ganhar, não há desespero nenhum. É o que os militantes entenderem”, disse o atual presidente social-democrata, em declarações aos jornalistas à margem de um encontro com a Comissão de Honra Distrital do Porto, na qual destacou a presença de várias personalidades independentes.

Quanto ao encontro desta sexta-feira entre o PS, o BE e o PCP com vista à aprovação do Orçamento de Estado, Rui Rio lembrou que os socialistas deixaram clara a intenção de uma “governação à esquerda”, frisando não ter pedido “margem nenhuma” para negociações com o PSD.

Relativamente ao OE, toda a gente sabe, o primeiro-ministro deixou claro e é consequente com isso: pretende fazer governação à esquerda. Não com 'geringonça' oficializada, mas com uma 'geringonça' que vai concertando os pontos que entende ver concertados”, observou.

Questionado sobre se não deixa margem para o PSD, Rio respondeu: “Nem eu pedi margem nenhuma”.

Rio esclareceu ainda que o debate e as negociações sobre o OE são independentes das grandes reformas do Estado que defende e em relação às quais deve haver entendimento com o PSD.

O OE é uma peça importante onde se podem apontar algumas reformas mas não as reformas de fundo, estruturais, que podem carecer de consenso partidário alargado”, justificou.

Referindo-se ao almoço com a Comissão de Honra Distrital, Rio destacou a presença de personalidades independentes, por mostrarem que “a sociedade civil se revê mais num PSD” liderado por si “do que liderado por outro”.

Integram a Comissão de Honra Distrital da candidatura de Rui Rio nomes como o do Padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Sebastião Feyo de Azevedo, ex-reitor da Universidade do Porto, o economista Daniel Bessa ou o ex-ministro e ex-governador civil do Porto Carlos Brito.

A Comissão é ainda composta pelo ex-ministro das Finanças do PSD Miguel Cadilhe, pelo ex-ministro da Agricultura Arlindo Cunha, pelo economista e ex-ministro Silva Peneda ou por António Tavares, presidente da Santa Casa da Misericórdia do Porto.

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