O deputado Renato Sampaio venceu este sábado as eleições para a presidência da concelhia do PS/Porto, alcançando 51,4% dos votos, contra 48,8% do candidato derrotado, o presidente em exercício Tiago Barbosa Ribeiro, anunciou o candidato vencedor.

O ato eleitoral decorreu entre as 15:00 e as 19:00, na sede da Federação do Porto do Partido Socialista, estando 1.768 militantes inscritos com as quotas em dia.

Com este triunfo, Renato Sampaio volta a uma liderança no PS depois de, entre 2008 e 2011, ter presidido à distrital socialista do Porto.

Renato Sampaio afastou assim Tiago Barbosa Ribeiro, muito próximo do atual líder da distrital portuense, Manuel Pizarro, de um segundo mandato à frente da concelhia.

Apoio a Costa

O presidente eleito para a concelhia do PS/Porto, Renato Sampaio prometeu um "apoio seguro ao líder do PS, ao primeiro-ministro e ao Governo", após ganhar por 34 votos a corrida ao atual líder Tiago Barbosa Ribeiro.

No seu discurso de vitória, na sede da Federação do Porto do PS, Renato Sampaio destacou o "dia histórico" alcançado, lembrando que, pela "primeira vez, um presidente em exercício perdeu as eleições" na concelhia do Porto.

Vencendo em nove das 14 secções do Porto, a candidatura de Renato Sampaio obteve 733 votos contra 699 de Tiago Barbosa Ribeiro.

Contra os argumentos falaciosos que se ouviram durante a campanha, quero assegurar que esta concelhia será um apoio seguro ao líder do PS, ao primeiro-ministro e ao Governo", afirmou o vencedor da noite, embora reconhecendo que esperava ganhar por números mais "volumosos".

Em declarações à agência Lusa, o candidato derrotado afirmou que a campanha eleitoral "ocorreu numa conjuntura muito desfavorável", mas recusou a ideia de estar a pagar o facto de o PS não ter ganho a Câmara do Porto.

A conjuntura difícil tem que ver com a correlação de forças que estava estabelecida e foi público ao longo da campanha o anúncio pelo nosso adversário de vitórias estrondosas por 70 ou 80% e, afinal, ganhou apenas por 34 votos, num universo de quase 1.500 militantes que foram às urnas", argumentou o candidato derrotado.