A Câmara Municipal de Lisboa decide esta quinta-feira como vai responder ao chumbo do Tribunal de Contas ao empréstimo solicitado por António Costa para pagar cerca de 400 milhões de euros em dívida. Em cima da mesa estão algumas soluções.

O vereador do Bloco de Esquerda, Sá Fernandes, adianta que o mais importante é «salvar a face da câmara» e pagar de imediato as dívidas «que se podem pagar».

«Empréstimo é para pagar dívidas do PSD»

Sá Fernandes insiste em empréstimo

À chegada para a reunião desta tarde, cerca das 15h40, o bloquista afirmou que «há coisas que têm de ser clarificadas», disse, referindo-se à fundamentação do acórdão do Tribunal de Contas. «Independentemente disso, temos que considerar se recorremos da decisão ou não», considerou, acrescentando: «A minha opinião é que devemos recorrer porque o acordo não está suficientemente fundamentado e extravasa os poderes do tribunal».

Sá Fernandes defendeu também que o fundamental é «fazer acordos com os credores, salvar a face da câmara e pagar algumas dívidas que podemos pagar imediatamente». Até ao momento, não existe qualquer informação sobre qual o valor monetário que a câmara tem disponível para efectuar pagamentos. O vereador acredita: Não é só com a venda de património que vamos pagar as dívidas».

O pagamento de algumas dívidas de imediato é também defendido pelo PSD, conforme declarou o vereador social-democrata Fernando Negrão aos jornalistas: «O que o PSD vai dizer é que deve começar-se a pagar com o dinheiro que existe na câmara as primeiras dívidas, com critérios que devem ser fixados». Negrão propõe também a redução «do montante do empréstimo e renovar o pedido para o Tribunal de Contas com um plano de saneamento de contas competentemente elaborado». O vereador do PSD adiantou ainda que não vê necessidade de um recurso.
Cláudia Costa