O Pessoas-Animais-Natureza (PAN) considerou esta terça-feira que existem “outros instrumentos”, além do estado de emergência, para impor “eventuais restrições” para conter a pandemia e pediu ao Governo que continue a vigilância epidemiológica "de forma robusta e eficaz".

O Governo tem neste momento outros instrumentos, além do estado de emergência, para fazer face aquelas que são as medidas a impor ao país relativamente a eventuais restrições”, afirmou o porta-voz do partido.

André Silva falava aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa, após a 20.ª sessão sobre a situação da covid-19 em Portugal e depois de ter conversado, por telefone, com o Presidente da República.

Foi transmitido aquilo que o país já sabe e que todos esperávamos nas últimas semanas e que hoje foi confirmado pelos dados da reunião com os técnicos do Infarmed”, afirmou, indicando que “os números da pandemia estão controlados, há de facto um número de óbitos completamente diferente, reduzido, as cadeias de transmissão estão controladas e os principais índices que no fundo contribuem para decretar o estado de emergência estão de facto debelados, estão de facto reduzidos, controlados”.

Na ótica de André Silva, o que “é importante neste momento é que o Governo continue a fazer a vigilância epidemiológica de forma robusta e eficaz” para que se continue a saber “onde é que estão e de que forma é que se estão a desenvolver cadeiras de transmissão”.

É fundamental que o Governo se mantenha atento, vigilante nestas matérias e, claro, que as campanhas de vacinação continuem a decorrer conforme estão programadas”, frisou o deputado.

Questionado sobre como seria articulada a implementação de medidas mais restritivas para os concelhos com situações mais graves, André Silva defendeu que “é importante que o desconfinamento e o alívio de medidas ocorra de uma forma geral, e que se houver de alguma maneira ilhas ou concelhos que tenham que ter medidas diferenciadoras que elas possam de ser implementadas”.

Mas mais importante do que isso é o Governo conseguir de forma eficaz apoiar significativa e massivamente esses municípios para se perceber de facto como se controlam essa cadeias”, sublinhou.

Aos jornalistas, o porta-voz do PAN pediu também ao Governo “que não dispense todos aqueles profissionais de saúde que foram contratados no último ano não só para fazer face aquilo que foi o contexto da pandemia, mas também à situação de falta de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde, porque eles já faziam falta antes do período pandémico”.

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